Apresentação

Em abril de 1998 foi realizado o Plano Nacional de Graduação – um projeto em construção - (Natal/RN). Com participação de pró-reitores de graduação e assessores de pró-reitorias no qual se designou uma Comissão e realizado O FORGRAD - FÓRUM DE GRADUAÇÃO. Nos meses de outubro e novembro o texto do evento foi disponibilizado às outras IES para análise, críticas e aprimoramento nos ENCONTROS REGIONAIS DE FORGRAD. As contribuições foram enviadas à Comissão Nacional em Brasília (Dezembro de 1998) originou a versão encaminhada às IES brasileiras para divulgação da Política Nacional de Graduação no XII Fórum Nacional realizado em Ilhéus/BA em maio de 1999. O que se esperava era a continuidade da participação coletiva e de qualidade dos pró-reitores do FORGRAD na construção das condições objetivas para implementação e acompanhamento das sistemáticas avaliação do Plano Nacional para a Graduação Brasileira – instrumento referencial para as ações político-acadêmicas ao nível do Ensino Superior no país. Dentre outros méritos – permitiu abrir o debate nacional em torno da política de graduação e aproximar as IES brasileiras para ações convergentes e balizamento das políticas institucionais.

A universidade que possui autonomia para decidir seus rumos não pode se distanciar dos interesses da sociedade. A liberdade acadêmica, desejável e indispensável, encontra a sua contrapartida no processo de avaliação permanente o qual aborda os indicadores que valorizam dialeticamente a vitalidade dinâmica da transformação, a priorização e a perenidade do compromisso social. Esta é uma questão que não admite respostas fáceis e simplistas. As dificuldades têm sido resolvidas, nas ações governamentais, por soluções tecnocráticas, no sentido da exacerbação de medidas quantitativas em detrimento dos aspectos relacionados com a qualidade na formação profissional.

Não se trata aqui de descartar por completo o possível impacto positivo de índices quantitativos para o processo de avaliação, mas de relativizá-los, à medida que se resguarde o caráter indispensável das abordagens qualitativas para o êxito e legitimidade do processo. Neste sentido, cabe reafirmar o papel transformador a ser exercido pela universidade e apontar para o fato de que as medidas quantitativas se ajustam mais aos paradigmas prevalentes, não acolhendo, justamente, as ações inovadoras esperadas para a relação fecunda dos processos educacionais com a realidade social. Assim, sem negar a importância da incorporação de resultados quantitativos, deve-se construir um contexto adequado para análise do desempenho das instituições, na busca de definirem-se padrões dinâmicos de qualidade institucional na elaboração do Projeto Pedagógico Institucional para a Formação de Professores.


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