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PET Ciências Biológicas – UFV Viçosa, setembro de 2006 * Nº46
Vila Gianetti, 30*(31) 3899-2295*www.ufv.br/petbio*petbio@ufv.br |
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Prof. Lino Neto; Prof. Lucio Campos; Amanda Miranda; Carla Oliveira; Étori Aguiar; Evelyze Pinheiro; Lucas Dornelas; Karine Freitas; Marcelo Vaz; Mário Moura; Odair Campos; Paula São Thiago; Rômulo Areal; Swiany Lima; Tatiana Rigamonte; Vitor Fernandes. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ |
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Artigos
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Notícia
Corte equilibrado de árvores pode poupar a biodiversidade |
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Fonte: www.agencia.fapesp.br |
Pesquisadores do Ipam (Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia) publicaram na edição de agosto da revista científica Forest Ecology and management, estudo em que dizem que, a extração de madeira, se feita de forma criteriosa e com baixo impacto, aparentemente afeta pouco a riqueza de espécies e a quantidade de invertebrados e vertebrados da maior floresta do planeta. Segundo esse estudo, não há necessidade de que a Amazônia vire uma imensa reserva florestal para que |
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sua riqueza seja preservada. Esse estudo foi realizado pela bióloga Claudia Azevedo-Ramos e por seus colegas Oswaldo de Carvalho e Benedito do Amaral, em três fazendas do Pará. Para Claudia, o importante desse trabalho é a demonstração de que há uma alternativa econômica para a Amazônia baseada no manejo florestal. Nas três fazendas estudadas, administradas por duas companhias madeireiras, a exploração da floresta fica, em média, por volta dos 19 metros cúbicos por hectare, índice abaixo do que normalmente é praticado em matas manejadas na Amazônia. E além da retirada modesta (equivalente a duas ou três árvores por hectare), esse tipo de exploração também pressupõe um inventário detalhado das árvores da propriedade, a retirada prévia de cipós e o planejamento das estradas. Adotando esses cuidados, a empresa tem direito a um selo ambiental, que permite alcançar mercados diferenciados. Ainda, segundo os autores do trabalho, “Trata-se da primeira avaliação do efeito da exploração madeireira com técnicas de impacto reduzido sobre a fauna amazônica realizada em larga escala, num total de 23 mil hectares, e no ‘mundo real’, isto é, em área de exploração comercial”. A abundância e variedade de espécies foi registrada antes e seis meses depois do corte seletivo. O resultado foi dos mais animadores: das espécies originais, poucas (entre 3% e 15%) não apareciam no local depois do corte, e o número total de espécies chegou a aumentar para aranhas, formigas e aves.
Mas nem todos os especialistas concordaram com essa
visão simplista dos autores do projeto. Segundo o biólogo Alexandre Padovan
Aleixo, especialista em ecologia de aves do Museu Paraense Emílio Goeldi, o
aumento no número de espécies pode não ser necessariamente bom, visto que
espécies associadas a clareiras ou a bordas de matas podem ter mais ambiente
disponível. Ele ainda ressalta o fato de que pode ocorrer perda da fauna
endêmica, o que é altamente indesejável. Alexandre ainda comenta que as
fazendas analisadas não correspondem à realidade encontrada na maioria das
fazendas destinadas a fins comerciais, uma vez que essas áreas estão
cercadas de matas virgens, o que pode facilitar o rápido povoamento das
regiões perturbadas, podendo levar a produção de dados irreais.
Marcelo Gomes Marçal Vieira Vaz
Fonte: - AZEVEDO-RAMOS, C.; CARVALHO, O. de; AMARAL, B. D. do. Short-term effects of reduced-impact logging on eastern Amazon fauna. Forest Ecology and Management, v. 232, p. 26-35, agosto, 2006. - Folha de São Paulo, ano 86, nº 28.252, quarta-feira, 09 de agosto de 2006.
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