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PET Ciências Biológicas – UFV Viçosa, outubro de 2007 * Nº52
Vila Gianetti, 30*(31) 3899-2295*www.ufv.br/petbio*petbio@ufv.br |
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Prof. Lino Neto; Prof. Lucio Campos; Carla Oliveira; Christiane Duarte; Étori Aguiar; Evelyze Pinheiro; Fernanda Martinelli; Francisco Castanon; Guilherme Carvalho; Juliana Benevenuto; Karine Freitas; Lucas Dornelas; Lucas Lopes; Marcela Morato; Marcelo Vaz; Tatiana Rigamonte; Vitor Fernandes. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ |
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Artigos
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Notícia
Desvendando os Raios Cósmicos
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Fonte: http://www.auger.org |
O Observatório Pierre Auger localizado aos pés das cordilheiras dos Andes é a maior instalação do planeta Terra para o estudo de raios cósmicos ultra-energéticos e começou a divulgar parte de seus dados nos sites www.auger.org e www.auger.org.ar. O observatório é resultado de uma colaboração formada por cientistas de 17 países, incluindo o Brasil, congregando mais de 250 doutores em física e centenas de engenheiros especializados cujo principal objetivo é desvendar a origem dos raios cósmicos ultra-energéticos. Raios cósmicos são núcleos atômicos que penetram a atmosfera terrestre e, a dezenas de quilômetros acima do |
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solo, chocam-se com átomos que formam o ar. O resultado é uma "chuveirada", que viaja rumo ao chão quase à velocidade da luz. Neste momento, você leitor está sendo bombardeado por esses invasores espaciais, que penetram seu corpo numa freqüência de dezenas por segundo sem causar danos. E não adianta se proteger: algumas dessas partículas atravessariam camadas de chumbo com trilhões de quilômetros de espessura. Mas os ultra-energéticos são ainda um grande mistério. De onde vem e que tipo de mecanismo cósmico está imprimindo brutal energia a esses núcleos são questões que estão entre os dez enigmas mais importantes da ciência deste século! São várias as teorias que tentam explicar esse mecanismo, como a dos defeitos topológicos (volumes de espaço que "esqueceram" de explodir depois do Big Bang); estrelas de nêutrons dotadas de campos magnéticos milhões de vezes mais intensos que o terrestre; colisão de galáxias; buracos negros hipermaciços ou partículas ainda desconhecidas.
O projeto de divulgação tem como alvo estudantes e
professores dos ensinos fundamental e médio de qualquer país. A idéia é
auxiliar no ensino de vários conteúdos de física, a partir dos resultados
das observações que fornecem informações sobre o cosmo e as partículas que o
compõem. Vale a pena dar uma olhada!
Étori Aguiar Moreira
Referências:
- CASTELVECCHI, D. Let it Rain. Symmetry – dimensions of particles physics. 2005. - Raios Abertos. Agência FAPESP, 11-07-2007. - VIEIRA, C. L. Mega-observatório captura raio cósmico. Folha de São Paulo, 19 de Novembro de 2005. - Cosmic Rays. Disponível em: < http://www.auger.org >. Acesso em: 21 set. 2007.
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