PET Ciências Biológicas – UFV

Biologia em Foco

Viçosa, fevereiro de 2007 * Nº48

    Vila Gianetti, 30*(31) 3899-2295*www.ufv.br/petbio*petbio@ufv.br

Prof. Lino Neto; Prof. Lucio Campos; Amanda Miranda; Carla Oliveira; Christiane Duarte; Étori Aguiar; Lucas Dornelas;

Lucas Lopes; Karine Freitas; Marcelo Vaz; Mário Moura; Rômulo Areal; Tatiana Rigamonte; Vitor Fernandes.

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sugestões

 

 

   Sugestões de livros

                                                               Lucas Souza Lopes

Graduando do Curso Ciências Biológicas

Integrante do PET-BIO

UFV

  Crônica

 

 

 

 

 

 

    

 

  Eventos

 

  Notícia

 

 

 Outras edições

 

 

 

 

 Seção do leitor

 Todos os artigos

Fonte: http://www.ufmg.br

Grande Sertão: Veredas

Guimarães Rosa

Falar de uma obra tão premiada e tão espetacular é algo que me fascina muito! Guimarães Rosa é um autor que evidencia em sua literatura o quão belo é o poder de criar, de fugir dos rótulos, de mostrar que o mundo não pode ser definido como uma coisa racional, lógica. Sua literatura é surreal, em que a única realidade é o inacreditável. Sua obra se enquadra na corrente literária classificada como realismo fantástico e entre as idéias abordadas no livro está à discussão da totalidade como paradoxo, a coincidência dos opostos. Riobaldo procura no decorrer de sua vida encontrar provas para a existência de Deus

e do Diabo. Mas sua procura já implica em uma falta de respostas. A única certeza é o presente marcado por momentos e realidades as quais temos que enfrentar.

A história conta a travessia que Riobaldo, narrador-personagem, faz em suas memórias a fim de contá-las a um senhor que fica hospedado em sua casa por três dias. É através de Riobaldo que Guimarães Rosa trás a tona reflexões sobre o caráter insólito e ambíguo do homem. Para Riobaldo “o sertão é o mundo”. No início da narrativa Riobaldo está muito mais preocupado em descrever suas inquietações sobre a vida, sobre a existência de Deus e do Diabo do que necessariamente a história de maneira linear. Apenas com o decorrer da história teremos uma organização de idéias por parte dele. Este conta que foi jagunço em uma época de sua vida, fazendo parte do grupo de Joca Ramiro, Hermógenes e Ricardão. Outro jagunço importante na trama é Diadorim, um grande amigo de Riobaldo. Joca Ramiro é traído e morto por Hermógenes e Ricardão. O grupo revoltado com a traição inicia uma caçada em busca de vingança. A liderança do grupo vai passando por vários jagunços, até cair nas mãos de Riobaldo, de uma forma duvidosa, mas será esse o jagunço que levará todos ao desfecho dessa caminhada. Muitos amores irão surgir em sua vida, facetas diferentes de um homem que vive em um lugar sem lei.

Um livro emocionante, marcado por um amor aparentemente proibido somado a necessidade de vingança. Possui um final surpreendente e ao mesmo tempo indefinido, deixando para todos nós leitores, a dúvida sobre a existência do bem e do mal.