Seleção de Perguntas enviadas e Respostas
que a elas foram dadas:
Observação: As respostas dadas às perguntas partem do princípio de que
o inquiridor não possui formação em física, em nível universitário ou superior.
Por isso, evitamos ao máximo respostas que façam uso
de conceitos mais avançados da física. Além disso, pela limitação do espaço e
do tempo, as respostas não se estendem muito, se limitando ao máximo ao ponto
central de cada questão. Assim sendo, estamos cientes de que outras respostas
poderiam ser dadas, mais elaboradas, mais elegantes, mais rigorosas e etc. No
entanto acreditamos que as respostas que estão sendo fornecidas às questões
enviadas atendem aos objetivos específicos para os quais esse canal de
comunicação foi criado. Todas as respostas apresentadas aqui foram formuladas
pelo professor José Arnaldo Redinz.
Com relação aos direitos
autorais, entendemos que a Internet é um território livre, em que muitas idéias
nascem, circulam e morrem. Ainda bem que é assim. É verdade que não há de fato
nada de novo aqui, tudo pode ser encontrado nos
livros, artigos científicos e em diversos sítios eletrônicos pela rede afora.
Mesmo assim, os textos das respostas aqui apresentados não são fruto de um
simples exercício de Ctrl-C Ctrl-V,
pelo contrário, eles foram elaborados “mesmo” pelo seu autor, graças a sua
formação, experiência e a alguma eventual pesquisa em fontes bibliográficas.
Estes textos são encarados pelo seu autor como um trabalho sério, de divulgação
da física e de auxílio àqueles que necessitam da solução de algum problema
ligado a essa ciência. Temos também a pretensão de através desse espaço semear
a admiração e o respeito pela física, talvez até despertando vocações ainda em
estado de dúvida. Assim sendo, a honestidade intelectual será sempre bem vinda.
Acreditamos que a cópia total ou parcial de alguma resposta contida aqui
deveria vir acompanhada de uma referência ao endereço eletrônico em que ela se
encontra
As perguntas foram
enviadas a partir da página http://www.ufv.br/dpf/formulario.htm
(Para envio de perguntas, acesse essa
página).
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1 - Pergunta enviada por: Diego (Pelotas – RS) |
Data de envio: 23/09/2004 |
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Pergunta: essa pergunta pode ser idiota mas me fascina. Por que a
bomba (projétil) explode? já tenho ensino médio completo e estudo Desenho
Industrial no CEFET -RS. |
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Resposta: Olá Diego, |
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2 - Pergunta enviada por: Zelia (Itabira – MG) |
Data de envio: 24/09/2004 |
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Pergunta: Quais são as vantagens do curso de fisica da ufv em relação aos
cursos das outras faculdades? Quais os requisitos que se esperam de um aluno
de segundo grau para sua entrada no curso? |
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Resposta: Oi Zélia, |
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3 - Pergunta enviada por: André Sena (Lavras – MG) |
Data de envio: 24/09/2004 |
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Pergunta: Como está a área de atuação em Física pra quem não quiser
ser professor, que é o meu caso? |
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Resposta: Oi André, |
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4 - Pergunta enviada por: Milena S. Oliveira (Votuporanga –
SP) |
Data de envio: 11/10/2004 |
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Pergunta: Gostaria de conhecer mais o curso de mestrado da ufv, e também saber de alguns outros cursos, pois me formo
no ano de 2006 e gostaria de cursar um mestrado, embora ainda esteja bem
confusa no assunto? |
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Resposta: Oi Milena, |
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5 - Pergunta enviada por: Sarah Figueiredo (BH – MG) |
Data de envio: 12/10/2004 |
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Pergunta: Gostaria de saber a explicação física para impermeabilização.
Agradeço a atenção. |
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Resposta: Oi Sarah, |
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6 - Pergunta enviada por: Sarah (BH – MG) |
Data de envio: 08/11/2004 |
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Pergunta: Gostaria de saber mais sobre polaridade das moléculas, bem
como hidrofóbicas e hidrofílicos. Agradeço a atenção. |
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Resposta: Oi Sarah, |
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7 - Pergunta enviada por: Nylton Afonso (Goiânia – Go) |
Data de envio: 11/11/2004 |
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Pergunta: Sabemos que a energia estática de uma régua, é capaz de
atrair pedaços de papel. Então porque a massa de uma enorme montanha não
consegue atrair os mesmos pedaços de papel ? Outra pergunta: O que
aconteceria se jogássemos um pouco de água na superfície da Lua? |
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Resposta: Sr. Nylton, |
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8 - Pergunta enviada por: Ana Paula (BH – MG) |
Data de envio: 14/11/2004 |
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Pergunta: Eletromagnetismo (eu acho)... Como é que o meio pode
interferir no valor do campo magnético? |
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Resposta: Ana, a matéria em geral possui propriedades magnéticas. A matéria
é formada de prótons, neutros e elétrons. Todas essas partículas são pequenos
imãs. Um elétron é um imã, possui um polo sul e um polo norte. Portanto, um elétron (um próton e um neutron), assim como qualquer |
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9 - Pergunta enviada por: Nylton (Goiânia - Go) |
Data de envio: 23/11/2004 |
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Pergunta: Agradeço sua atenção e presteza em
responder as minhas perguntas. Gostaria de fazer mais perguntas pois, como eu
disse anteriormente, são muitas as minhas duvidas a respeito da
gravidade. Entendi perfeitamente a sua
resposta a respeito do que acontece com a água na Lua. Pois já havia lido a
respeito da influencia da pressão na ebulição. Mas a resposta sobre como a
massa de uma montanha não consegue atrair sequer pedacinhos de papel,
acredito que não me fiz entender. Eu sabia que não era a massa da régua quem
atraiu os pedaços de papel. Apesar de não saber que o nome da força de
atração era eletrostática. Acho que não fui feliz em fazer a comparação com a
régua mas o que eu realmente não consigo entender é que a massa dos corpos
por maior que seja não consiga atrair nada em sentido horizontal e que, no
entanto, atrai com tanta força em sentido vertical. Gostaria que comentasse a
seguinte curiosidade: Um metro cúbico de massa não atrai nada. Dez metros cúbicos
de massa não atrai nada. Cem metros cúbicos também não atrai nada. Mil metros
cúbicos também não atrai nada. Cem mil metros cúbicos também não atrai nada.
Um milhão de metros cúbicos também não atrai nada em sentido horizontal. E se
considerarmos uma montanha em um litoral onde o nível da terra é mais baixo!
Nós podemos considerar também a massa de terra que se segue em níveis cada
vez mais elevados ? isso poderia dar a passa de um continente quase inteiro,
ou não ? A persistir esses números
quando é que a massa começa a atrair alguma coisa ? Outra coisa estranha é o
lançamento de um foguete. Ele parece pesar muito até os 50/ |
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Resposta: Oi Nylton, vou ver
se consigo te responder. Sabemos que as massas se atraem, de acordo com a lei
da gravitação universal de Newton. Essa lei diz que a força de atração é
proporcional ao produto das massas dos dois corpos que estão interagindo
entre si e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre
eles. Então, uma caneta atrai uma régua e vice -versa, graças à interação
gravitacional. Só que essa força é muito pequena, não conseguimos percebê -la no nosso cotidiano.
Mas note que podemos medi -la num laboratório. De
fato, a lei de Newton foi comprovada em laboratório usando pequenas bolas que
se atraem. Então a força existe sempre. Mesmo num átomo, os prótons atraem os
elétrons pela interação gravitacional, mas essa força não tem nenhum efeito
importante, a estabilidade dos átomos depende mesmo da força eletrostática,
que nesse caso é bem mais (mesmo) forte que a força gravitacional. A terra está
me atraindo agora (e eu atraindo ela) e essa força é forte, por que minha
massa é grande? Não, porque a massa da terra é gigantesca. Como a força
depende do produto das massas, a força é grande, mesmo eu sendo leve. A massa
da terra é 10^24 kg, ou seja, um 1 com 24 zeros na frente. A massa de uma
caneta é A
atmosfera praticamente se acaba em |
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10 - Pergunta enviada por: Eduardo Cabral (Ituiutaba – MG) |
Data de envio: 24/09/2004 |
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Pergunta: Quais as causas da indução eletromagnética causadas pelas linhas
de transmissão em cercas rurais e qual o método para corrigir tal problema? |
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Resposta: Oi Eduardo, |
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11 - Pergunta enviada por: Nylton (Goiânia – Go) |
Data de envio: 24/09/2004 |
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Pergunta: Se os cálculos estiverem corretos, o resultado da conta
que me passou é o seguinte: P = p . 0,9118095. Isso quer dizer então que um corpo de |
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Resposta: Oi Nylton, não vou conferir sua conta mas deve estar certa. Uma balança
não mede o peso P diretamente, ele mede de fato a força que chamamos
de normal N, ou seja, a força de contato entre, digamos, uma pessoa e a
superfície da balança. No equilíbrio, ou seja, se a pessoa está quieta sobre
a balança, então, da segunda lei de Newton: P -N=0 e, portanto, N=P, ou seja,
medindo -se N mede -se P. É claro que se você não ficar quieto sobre a
balança ela não indicará seu peso corretamente. da mesma forma, se você
colocar uma balança no piso de um elevador, se este estiver subindo, seu
"peso" marcado pela balança será maior, se ele estiver descendo,
seu "peso" será menor. Se o elevador estiver caindo, seu
"peso" será nulo. Note então que a terra continuará te
atraindo da mesma forma, mas a balança não conseguirá medir essa força porque
ela se baseia na medição da força de contato, que nesse caso será nula. A
mesma coisa acontece numa nave espacial, só que nesse caso ela possui uma
velocidade tangencial e por isso não cai diretamente para a terra, mas cai
numa trajetória circular. A balança marcaria "peso" nulo para
qualquer coisa na nave espacial. Você diz que se empurrássemos um corpo para
fora da terra ele não voltaria, mas voltaria sim. A terra atrai os
corpos mesmo no espaço e qualquer satélite ou nave espacial um dia cairá de volta
na terra. A não ser que seja enviado para bem longe, onde a influência da
terra seja desprezível. Se a estação espacial internacional perdesse por
algum motivo sua velocidade tangencial em relação a terra, cairia como uma
pedra. Ela está caindo, mas sempre erra o "alvo" porque está também
girando em torno da terra. Concordo que numa nave espacial em órbita não se
tem a sensação de peso, é como no elevador que cai. Tudo flutua e nós
também flutuamos, mas não porque a terra não está atraindo (se ela não
estivesse, a nave não ficaria orbitando em torno da
terra) mas porque tudo está caindo junto.Se você pular de um prédio
segurando um tijolo e na queda soltar esse tijolo, verá ele
"flutuando" ao seu lado. Ele está caindo com a mesma aceleração que
você. Então me parece mais um problema de significado das palavras do
que de física. A balança mede de fato
um peso "aparente", que coincide com o que chamamos de peso, ou
seja, a força que a terra exerce cobre os corpos, quando a balança está sem
aceleração. Numa nave caindo o peso aparente é nulo, mas o peso (a força da
terra) continua existindo. Einstein |
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12 - Pergunta enviada por: Frederico Elias (Acaiaca – MG) |
Data de envio: 16/12/2004 |
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Pergunta: Existe algum trabalho sobre o caos do universo,do
movimento browniano e da Força de Coriollis |
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Resposta: Oi Frederico, |
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13 - Pergunta enviada por: Raimundo dos Santos (Lavras – MG) |
Data de envio: 11/01/2005 |
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Pergunta: Olhando para o céu,em uma noite de Lua cheia, no inverno,
dois amigos fizeram os seguintes comentários: Arnaldo:"A Terra descreve
uma elipse em torno do Sole o inverno ocorre |
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Resposta: Oi Raimundo, |
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14 - Pergunta enviada por: Nylton (Goiânia – Go) |
Data de envio: 20/01/2005 |
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Pergunta:
Eu fiz um calculo
matemático e gostaria, se fosse possível, que você me ajudasse a ver se este calculo
tem fundamento ou não. Fiz alguns experimentos e me parece que os resultados
foram satisfatórios. Preciso de equipamentos de maior precisão para constatar
se o resultado realmente está correto. Tratasse exatamente do peso e da
velocidade da queda dos corpos. Eu acredito ter descoberto que o peso e a
velocidade da queda livre estão diretamente relacionados com a diferença de
densidade entre o corpo e a matéria, liquida ou gasosa, que o envolve. Por
favor! Não tire conclusões sobre o que estou lhe falando antes de ver e
calcular tudo com carinho. Para mim os corpos podem pesar em sentido
contrario, ou seja, de baixo para cima. Veja como eu cheguei a essa
conclusão: primeiro eu percebi que uma garrafa plástica cheia de ar, exerce
uma força peso de baixo para cima dentro da água( o que a ciência chama de
expulso ). Essa força é igual ao peso da mesma garrafa cheia de água no ar,
só que, em sentido contrario. Se colocarmos a garrafa com ar dentro da água e
a garrafa cheia de água sobre ela. Nem a garrafa de ar conseguirá sair da
água, nem a garrafa com a água conseguirá entrar. Elas vão se equilibrar
exatamente no nível da água. Veja a ilustração a seguir. As duas tem o mesmo
peso porque a diferença de densidade entre o corpo e a matéria que o envolve
é a mesma. a ilustração está anexada a este e -mail
O calculo foi feito em linguagem de programação porque eu não sei fazer
cálculos em linguagem científica. A diferença entre a densidade do chumbo (
11,4 g/cm³ ) e a densidade da água ( 1,00 g/cm³ ) é de 10,4 ou 91,22 % da densidade do chumbo. Se
pesarmos o chumbo no ar e na água com um dinamômetro veremos que seu peso na
água será 91,22 % do seu peso no ar, ou seja, |
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Resposta: Oi Nylton, não
vou conferir suas contas.Acho que você está fazendo uma confusão. Sim, existe
a força que chamamos de empuxo, que atua nos corpos que estão mergulhados em
fluidos na
presença da gravidade. É uma força que se origina da pressão, que cresce com
a profundidade (na presença da gravidade). Essa força atua sempre para cima e
faz, por
exemplo, com que um balão de gás suba na atmosfera e que um navio flutue no
mar. A
velocidade de queda de um corpo, na presença do ar, por exemplo, será afetada
pelo empuxo, mas essa força é desprezível para o caso, por exemplo, de uma
bola de chumbo caindo no ar. A força mais importante, depois do peso, é a
força de atrito, que não tem nada
que ver com o empuxo. O atrito é produzido pela colisão das moléculas do
fluido com o corpo que nele (imerso) se desloca. Essas colisões transmitem ao
corpo momento linear, funcionando como uma força oposta ao movimento. Quanto
mais rápido o corpo, maior a força de atrito pois o momento linear
transferido será maior. O empuxo, por outro lado, é uma força que independe
da velocidade, depende apenas da densidade do fluido e do volume do corpo. O
atrito depende da densidade do fluido e não do volume, mas da área de
"colisão" entre o corpo e o fluido. Basta você imaginar dois corpos
de mesmo volume, mas de formas bem diferentes: uma bola de raio |
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15 - Pergunta enviada por: Simone (Osasco – SP) |
Data de envio: 12/03/2005 |
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Pergunta: OS FENÔMENOS DA NATUREZA PODEM SER RESPONDIDOS PELOS FÍSICOS? |
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Resposta: Oi Simone, |
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16 - Pergunta enviada por: Simone (Osasco – SP) |
Data de envio: 20/03/2005 |
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Pergunta: Caro amigo Físico ,gostaria de fazer três
perguntas.Desculpe -me se pareço um tanto desorganizada , pois não possua
muitos conhecimentos a respeito, mas a tantas dúvidas e meu espírito
investigativo não me deixa quieta enquanto não obter respostas. Primeira
pergunta: por que a luz se comporta ora como onda ora como massa (curvatura
da luz ao passar pelo sol)? Segunda pergunta : se nada escapa dos buracos
negros como os raios \"X\" são detectados saindo desses ?
Terceira pergunta : existe alguma partícula que viaje acima da velocidade da
luz ? Caso exista , o que poderia acarretar a lei da relatividade ? |
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Resposta: Oi Simone (ou Symone?), |
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17 - Pergunta enviada por: Álvaro (Botucatu – SP) |
Data de envio: 24/03/2005 |
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Pergunta: Sou fascinado pela física, entretanto gosto de assuntos
que envolvem a física e as ciências biológicas - tipo Proteoma,
engenharia genômica e física biológica. Por outro
lado, gosto desses assuntos que também se relacionam com a astrofísica - tipo
- a física do meio interestelar, |
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Resposta: Oi Álvaro, |
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18 - Pergunta enviada por: Mauro Joel (BH – MG) |
Data de envio: 01/04/2005 |
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Pergunta: Porque o arco iris é na forma de
arco? |
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Resposta: Oi Mauro, |
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19 - Pergunta enviada por: Álvaro (Botucatu – SP) |
Data de envio: 07/04/2005 |
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Pergunta: Professor, sou eu novamente!Abusando um pouquinho da sua
atenção gostaria de lhe fazer umas perguntas.Eu vejo na Internet e os meus
professores no cursinho também comentam, que |
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Resposta: Oi Álvaro, |
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20 - Pergunta enviada por: Yuri Lima (Uberaba – SP) |
Data de envio: 20/04/2005 |
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Pergunta: Primeiramente eu gostaria de agradecer a oportunidade de poder
esta falando com vocês, é um grande prazer. Eu gostaria de saber qual é a
classificação do curso no mec, pq
eu não encontrei no site e pedir se possivel
comentar um pouco sobre o curso de física da UFV e quais são os perfis
procurados pelos alunos do curso(em que área eles procuram se especializar).
Muito obrigado |
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Resposta: Oi Yuri, |
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21 - Pergunta enviada por: Zelia (Itabira – MG) |
Data de envio: 24/09/2004 |
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Pergunta: 1) Porque vemos o tamanho da lua diminuir à medida que ela
vai se elevando no céu? (O Sol também). 2)Porque conseguimos ver a lua
nova durante o dia se nessa fase da lua ela recebe luz do Sol do lado oposto em
relação à Terra? Se não recebemos luz refletida da lua à noite, porque
recebemos durante o dia? |
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Resposta: Oi Mauricio,
2) não
podemos ver a lua nova. Se você está vendo, é porque não é uma lua nova. É
outra coisa. Até mais. |
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22 - Pergunta enviada por: Lucineide (São Paulo – SP) |
Data de envio: 26/04/2005 |
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Pergunta: O que são celulares automatos?
Qual é a finalidade e como surgiram? |
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Resposta: Oi Lucineide, |
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23 - Pergunta enviada por: Lucineide Cavalcanti (São Paulo – SP) |
Data de envio: 26/04/2005 |
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Pergunta: Primeiramente agradeço por terem
respondido a minha pergunta sobre esse |
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Resposta: Oi Lucineide, |
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24 - Pergunta enviada por: Hernane Batista (Montes Claros - MG) |
Data de envio: 05/05/2005 |
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Pergunta: Eu queria um exemplo de uso do cálculo diferencial nos
estudos da astrofísica ou uso da fisica trdicional |
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Resposta: Oi Hernane, L d^2A/dt^2= -g A |
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25 - Pergunta enviada por: Marlos Machado (Formiga - MG) |
Data de envio: 10/05/2005 |
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Pergunta: Ola amigo, gostaria de saber se existe alguma relacao matemática que relacione movimento de
objeto, com movimento de imagem, em espelhos concavos
e convexos. |
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Resposta: Oi Marlos, |
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26 - Pergunta enviada por: Mariama (Jundiaí) |
Data de envio: 19/05/2005 |
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Pergunta: Ondas eletromagnéticas (o que é?;e qual a natureza?) |
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Resposta: Oi Mariama (ou seria MariaNa?), |
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27 - Pergunta enviada por: Leo Fontoura (Fortaleza – CE) |
Data de envio: 20/05/2005 |
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Pergunta: Gostaria de saber o porquê da corrente eletrica
nao poder ser considerada |
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Resposta: Oi Leo, |
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28 - Pergunta enviada por: Juliano Prado (sao
jose do rio preto) |
Data de envio: 22/05/2005 |
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Pergunta: o que e poço de potencial e barreira de potencial |
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Resposta: Oi Juliano, |
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29 - Pergunta enviada por: Pedro Henrique (Mandirituba) |
Data de envio: 29/05/2005 |
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Pergunta: Eu estudo no 1º ano do ensino médio e estou com dificuldades
para entender como funciona e como usar a fórmula de Torricelli. Se for
possível me indicar um site que eu possa baixar um vídeo ou ler uma explicaçao eu ficarei grato. Preciso de ajuda (muita ajuda) pois do modo
que meu professor explica eu não entendo. Além disso, não fiz nada na última
prova que ele fez pois não |
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Resposta: Oi Pedro, X(t)=X(t0)+V(t0)*[V(t) -V(t0)]/a+(a/2)*{[V(t)
-V(t0)]/a}^2. |
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30 - Pergunta enviada por: Renata Souza (Natal -RN) |
Data de envio: 04/06/2005 |
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Pergunta: Muito obrigada pelo espaço, tenho muitas duvidas sobre fisica, mas estava estudando dinamica
e fiquei curiosa em saber como funciona um dinamômetro? |
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Resposta: Oi
Renata, |
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31 - Pergunta enviada por: Fortunato Pereira (BH -MG) |
Data de envio: 06/06/2005 |
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Pergunta: O que vem a ser o espalhamento elastico
ou inelastico da luz? obrigado! |
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Resposta: Oi Fortunato, |
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32 - Pergunta enviada por: Elias Serqueira
(Uberlândia) |
Data de envio: 09/06/2005 |
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Pergunta: Na órbita de um átomo, o elétron irradia, assim, perdendo
parte de sua energia. Desta forma, por que o elétron não se choca com o
núcleo? |
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Resposta: Oi Elias, |
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33 - Pergunta enviada por: Mauro (Varginha – MG) |
Data de envio: 20/06/2005 |
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Pergunta: por que a bomba atômica tem o formato de um cogumelo? |
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Resposta: Oi Mauro, |
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34 - Pergunta enviada por: João Victor (Cataguases) |
Data de envio: 22/06/2005 |
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Pergunta: Olha, minha professora de física é uma merda
para explicar ( desculpa a palavra), e eu estou com uma tremendo dificuldade
de entender..., se vc puder me esclarecer acharei
grato,... a pergunta é... Tem como fazer uma fusão nuclear? Ela é perigosa?
Como as usinas nucleares brasileiras |
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Resposta: Oi João, |
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35 - Pergunta enviada por: Gustavo (BH -MG) |
Data de envio: 23/06/2005 |
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Pergunta: É verdade que para a 2 Lei de Newton ser verdadeira no
universo, considera -se que existe uma massa escura? Tem alguma explicação
física para essa massa? |
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Resposta: Oi
Gustavo, |
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36 - Pergunta enviada por: Mateus Araújo Santos (Nova Era) |
Data de envio: 09/08/2005 |
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Pergunta: Existe algum limite superior para a temperatura dos corpos
(mesmo que seja apenas teórico)? |
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Resposta: Oi Mateus, E=N*K=N*m*v^2/2 Tmax=m*c^2/(3*k). Se você
fizer a conta, considerando a massa de um próton no lugar de m, vai encontrar
Tmax=10^13 kelvin. Note que a temperatura no
interior do sol é da ordem de 10^8 kelvin. Bem Mateus, esse raciocínio me
levou à conclusão que existe uma temperatura máxima para um gás ideal. Mas de
fato eu assumi algumas aproximações que podem ter levado a um resultado
errado. Um exemplo é a expressão da energia cinética K=m*v^2/2. Essa
expressão é não relativística. De fato, se eu |
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37 - Pergunta enviada por: Paulo Zensei
Heshiki (São Paulo) |
Data de envio: 10/08/2005 |
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Pergunta: Tenho dúvida em relação ao conceito de força não inercial.
Um observador no interior de um trem em movimento acelerado, sofre ação de
forças não inerciais. O exemplo é válido. No exemplo que citei, em minha
concepção, uma vez adotado o observador no interior do trem, ele passa a ser
um referencial não inercial, devido ao movimento acelerado do trem. Antecipadamente agradeço. Um abraço! |
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Resposta: Oi Paulo, |
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38 - Pergunta enviada por: Simone Tiburcio
(Colider -MT) |
Data de envio: 26/08/2005 |
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Pergunta: como faço para encontrar o instante em queo
móvel passa pela posição de 56m, sendo que a função horária é S= 6 -5t +t² |
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Resposta: Oi
Simone, |
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39 - Pergunta enviada por: Diogo Nunes Junqueira |
Data de envio: 19/09/2005 |
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Pergunta: Eu gostaria que o senhor me explicasse 5 aplicações de
eletromagnetismo, falando a função de cada uma. |
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Resposta: Oi Diogo, |
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40 - Pergunta enviada por: Mateus |
Data de envio: 27/10/2005 |
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Pergunta: Por que o universo é formado por dez (ou onze) dimensões?
Existe alguma região (ou universo paralelo, ou coisa que o valha) em que
todas elas se manifestam? É possível "viajar" para tal
localidade? Grato Mateus |
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Resposta: Oi
Mateus, vai
saber. Se você me perguntar porque o universo é formado por três dimensões
espaciais e mais uma temporal eu não vou saber te responder. Só posso te
dizer que nossa experiência revela que parece que é assim. Uma característica
central que reconhecemos hoje na nossa realidade (não no nosso cotidiano, que
é um saco), é a dualidade onda -partícula. Coisas que chamamos de partícula,
como os elétrons, às vezes se comportam como ondas (sofrem difração por
exemplo). Coisas que chamamos de onda,
como a luz, às vezes se comportam como partículas, os fótons. Para explicar
essa dualidade precisamos de uma teoria. É a mecânica quântica, ou mais
precisamente a Teoria Quântica de Campos. Nessa teoria existem os campos
(ondas) e as partículas. Uma coisa está ligada na outra. As partículas são
vistas como os "quanta" dos campos. Ou seja, as partículas são
vibrações elementares dos campos. Poderíamos fazer uma analogia com uma
corda. A corda, suposta contínua (ou seja, não granulada ou atômica)
seria um campo unidimensional. Vibrações longitudinais podem ser criadas
nessa corda. Essas vibrações transportam energia e momento linear. Pulsos de
vibração viajando na corda
podem ser interpretados como partículas, com uma dada energia e momento
linear. Ao "quantizar" essas vibrações na
corda obtemos uma teoria de partículas, que nesse caso seriam chamadas de
fônons. Analogamente, os fótons seriam os "quanta" do campo
eletromagnético. Se
tentarmos generalizar essa idéia devemos achar um campo cujos quanta seriam
os elétrons e etc. Essas teorias de 10, 11 dimensões fazem isso. Propõem um
espaço estendido, com várias dimensões, que funcionam como cordas, cujas
vibrações quantizadas podem ser interpretadas como as partículas que vemos no
universo. Essas teorias, como a de Supercordas, não
estão ainda consolidadas, pois falta ainda verificar sua compatibilidade com
o mundo real. Por isso eu não me
arriscaria a tentar explicar se o universo tem 10, 11 ou 18 dimensões. Há um
texto em português sobre essas teorias no link http://fma.if.usp.br/%7Erivelles/superstrings/sc1.html Se você
não leu ainda, dá uma olhada. Sobre universos paralelos, nada sei. Confesso
que eu ficaria muito feliz se pudesse viajar nesse nosso universo. Pra mim já
seria suficiente. Mas tá difícil até viajar
nesse nosso planeta, imagina sair dele. Até mais. |
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41 - Pergunta enviada por: Wilson GG |
Data de envio: 16/01/2006 |
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Pergunta: Boa tarde, O
que é Principio de Equivalencia ? Quando ele deve
ser utilizado? Favor me mostrar uma questao de
física (nivel ensino medio)
onde para a sua resolucao é preciso utilizar o PE de
forma que fique mais claro quando e onde utilizar tal principio. Aguardo
retorno e obrigado Ate |
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Resposta: Oi
Wilson, O
princípio da equivalência, como o nome já diz, é um princípio, ou seja, uma
proposição ou postulado inicial, do qual se pode tirar conclusões. O
princípio da equivalência, como o nome já diz, propõe a equivalência entre
duas coisas (ou situações). O princípio da equivalência diz que: Um lugar
(ou referencial) parado (ou em MRU) em que exista um campo gravitacional de
intensidade g uniforme é equivalente a um outro lugar (ou referencial)
em que não exista campo gravitacional, mas que esteja (esse lugar) acelerado
para cima, em relação ao primeiro lugar, com aceleração de
intensidade g. A palavra "equivalente" aqui significa que não
existe nenhum experimento capaz de
distinguir um lugar do outro. Se eu jogar uma pedra pra cima, ela cairá da
mesma forma, esteja no campo gravitacional, ou no referencial acelerado para
cima. Einstein considerou essa idéia a mais feliz de sua vida. Parece de fato
uma idéia bem simples. Mas ninguém tinha pensado nisso antes. Sua importância
reside no fato de que Einstein criou a teoria da relatividade geral, que
se aplica a referenciais acelerados. Como referenciais acelerados são
equivalentes a referenciais inerciais com campos gravitacionais, então a
relatividade geral é de fato uma teoria de gravitação, mais precisa que a de
Newton. Podemos dizer que antes de Einstein já existia um princípio da
equivalência. De fato,
a natureza nos mostra que a massa inercial (mi) que aparece na segunda lei de
Newton (F=mi*a) é igual a massa gravitacional (mp)
que aparece na lei da gravidade
(F=G*M*mp/r^2). Uma evidência dessa igualdade mi=mp é o fato de que todos os corpos caem com a mesma
aceleração a=g quando em queda livre num campo gravitacional uniforme. De
fato, para esse corpo em queda livre deve valer: mi*a=mp*G*M/r^2 e assim a=(mp/mi)*G*M/r^2
Assim, vemos que para que a seja universal, ou seja, não dependa nem de mi e
nem de mp, deve haver o cancelamento na razão mp/mi, ou seja mp=mi. Apesar de sabermos isso, não havia nenhuma
explicação para essa "equivalência" entre mi e mp.
Obviamente, num referencial sem gravidade mas acelerado para cima, todos os
corpos cairiam com a mesma aceleração, a aceleração do referencial. Ou seja,
a aceleração de queda livre seria universal num referencial acelerado para
cima. Então tinhamos
essa situação: num referencial acelerado para cima a queda livre seria
obviamente universal. Num referencial inercial com campo gravitacional a
queda livre se mostra para nós universal, apesar de não sabermos por quê. Aí
vem Einstein, com suas idéias simples que acabam com todo a confusão.
Einstein diz: referenciais com gravidade uniforme equivalem a referenciais
sem gravidade acelerados para cima. Então tá. Então entendemos
agora por que a queda livre é universal num campo gravitacional uniforme.
Simplesmente porque ela o é em um referencial acelerado. Ponto final. É assim
que funciona, se aceitamos o princípio
como verdadeiro, devemos aceitar como verdadeiras todas as suas consequências. Desse
princípio Einstein deduziu que o campo gravitacional deve curvar (atrair) a
luz e que a frequência de uma onda eletromagnética
emitida pelo sol, por exemplo, sofre um desvio para o vermelho (ou seja, a frequência diminui num campo gravitacional intenso).
Todas essas deduções foram feitas para referenciais acelerados. Mas como eles
equivalem a referenciais inerciais com
gravidade, seguem as conclusões de Einstein. Essas conclusões já foram
observadas em experimentos e portanto ninguém duvida mais de que o princípio
da equivalência é verdadeiro. Sobre uma
questão para o ensino médio, confesso que não sei. De fato, só posso imaginar
que em princípio, você não tem porque assumir a igualdade mi=mp em um problema de queda livre, por exemplo. Você
pode explicar para seus alunos que na lei de Newton F=mi*a existe essa
grandeza mi, que é
uma propriedade do corpo de massa
gravitacional. Por que diabos haveria de ser mi=mp?
São, em princípio, coisas totalmente diferentes e independentes. Um é uma
medida da inércia, para qualquer força, e outra é uma espécie de
"carga" do corpo (como a carga elétrica) para a interação
gravitacional. Por que mi=mp? A
natureza nos mostra que mi=mp, mas não diz por quê.
Einstein disse. Ele disse: aceite o princípio da equivalência. Então mi=mp. E daí podemos
resolver os problemas de queda livre (cancelando as massas)
tranquilamente. Até mais. |
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42 - Pergunta enviada por: Miralvo Bispo |
Data de envio: 14/02/06 |
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Pergunta: Caro professor, tudo bem? Meu nome é Miralvo
Menezes, sou graduando em |
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Resposta: Oi Miralvo, |
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43 - Pergunta enviada por: Edvalson |
Data de envio: 19/02/2006 |
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Pergunta: Prof. , por que os fótons, que são partículas, ao
atingirem meus olhos com a velocidade de 300.000 Km/s, não me cega ou fere os
meus olhos? esta indagação me deixa inquieto. Agradeço a gentileza das
respostas que nos dão e fico aguardando algum retorno. Obrigado!!! |
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Resposta: Oi Edvalson, Essa
é uma pergunta interessante. A força que você sente, ao ser atingido por uma
partícula, está relacionada com o
momento linear que essa partícula possui, antes da colisão. Quanto maior o
momento linear, maior a força de impacto. Na mecânica não -relativística, o
momento linear P é dado por P=m*v (em módulo), sendo m a massa e v a
velocidade da partícula. Então, se batermos de frente com um caminhão, que
possui uma velocidade de alguma
alteração nas células visuais, por exemplo, excitando elétrons. Isso não
deixa de ser resultado da força que os fótons exercem nos nossos olhos. Até
mais. |
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44 - Pergunta enviada por: Fernanda Martins |
Data de envio: 02/03/2006 |
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Pergunta: Ao Professor José Arnaldo Redinz. |
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Resposta: Oi Fernanda, é
incrível como nos deparamos com perguntas inusitadas, em que nunca havíamos
pensado. Essa é uma das razões por que mantenho esse espaço para perguntas,
na página do departamento de física da UFV. Acabo me surpreendendo e
aprendendo ao tentar responder a todas as perguntas. Você já respondeu a
pergunta sobre o aumento da massa da terra. Só posso fazer algumas
observações a mais. De fato, a massa da terra, cerca de 6*10^24 (kg), ou
seja, um 6 seguido de 24 zeros, quilogramas, não é constante no tempo. A
terra recebe um pouco de massa que vem do espaço, uma espécie de lixo
espacial que bombardeia a terra o tempo todo, composto de partículas, como
prótons, neutrons e elétrons. Por outro lado, a
terra perde também um pouco de massa para o espaço, uma espécie de evaporação
de sua atmosfera. Mas não está errado considerar a massa da terra constante,
já que essas variações de massa são muito pequenas, quando comparadas à massa
atual da terra. A população humana da terra, mais os animais e vejetais, são compostos por
átomos que já existiam na terra, e foram apenas agregados através de ligações
químicas. Por isso, a massa da terra não varia (muito) com o aumento no
número de seres vivos que moram nela. Mas note que não
existe (mais) essa lei de conservação da massa a que você se refere. Desde o
advento da relatividade de Einstein, sabemos que massa pode se converter em
energia e vice -versa. Essa idéia está expressa na (mais) famosa equação da
física: E=m*c^2. Dessa forma, sabemos que a massa de um átomo de hélio é
menor que a soma das massas das partículas que o compõem, dois prótons, dois neutrons e dois elétrons. Isso porque parte da massa
dessas partículas é liberada, na forma de energia, no momento em que essas
partículas se ligam para formar o
átomo de hélio. Isso explica o funcionamento do sol, como um reator de fusão
nuclear em que átomos de hidrogênio se fundem em átomos de hélio,
liberando massa na forma de energia. Por isso, a massa do meu corpo não é a
soma das massas dos átomos que o compõem. As ligações entre os
átomos, formando as moléculas, as proteínas, as células e etc,
envolvem energia e portanto massa. Mas não se incomode, as energias de
ligação nesse caso são muito pequenas e quando convertidas em massa,
levando em conta que a velocidade da luz c é c=3*10^8 m/s, levam
a quantidades deprezíveis. Somente em
processos nucleares, como a fusão no sol e a fissão numa bomba nucelar, as energias
de ligação e as variações de massa envolvidas são consideráveis. Enfim, a
afirmação de que a massa da terra não varia com o aumento da população, seja
humana, animal e/ou vejetal, é correta. Com a
ressalva de que quando dizemos que "não varia", queremos dizer que
a variação que de fato ocorre é desprezível, e
portanto fora da nossa capacidade de medição, e sem efeitos práticos em
nossas vidas. Apenas uma curiosidade, se considerarmos que a terra atualmente
possui 6 bilhões de habitantes (humanos), ou seja, 6*10^9 habitantes e que
cada habitante possui uma massa de |
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45 - Pergunta enviada por: Fernanda Gomes |
Data de envio: 05/03/2006 |
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Pergunta: Oi! |
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Resposta: Oi Fernanda, |
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46 - Pergunta enviada por: Antonio Cesar |
Data de envio: 29/03/2006 |
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Pergunta: Prezados senhores, Parabéns
pela iniciativa. Gostaria de saber se há algum estudo que relaciona uma queda
de raio incidente sobre um pára -raio como fator motivador para alteração da
resistência de aterramento. Trabalho na área de seguros e recebo às vezes
ponderações de instaladores de pára -raios alegando alteração de resistência
de aterramento provocada por uma descarga elétrica. Fiz uma breve pesquisa
acerca do tema, obtendo a indicação de que os principais fatores que
influenciam a resistência de aterramento são a resistividade do solo, sua
composição, compactação, umidade e arranjo das hastes, ou seja, fatores que empiramente entendo que não devam se alterar por conta de
uma descarga, porém não disponho de dados publicados ou indicação de
pesquisa. Muito obrigado pela ajuda. |
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Resposta: Oi Antonio, fiz
uma busca na internet sobre os efeitos que a queda de um raio pode ter sobre
as condições de aterramento. Infelizmente não encontrei nada. No entanto, as
empresas instaladoras desses sistemas de pára -raios sempre chamam atenção
para a necessidade de uma manutenção preventiva constante. Não basta instalar
o sistema e acreditar que ele vai funcionar por décadas, sem a necessidade de
manutenção. Como você mesmo disse, as propriedades do solo e o arranjo das
hastes determinam a resistência elétrica do sistema de aterramento. No
entanto, essas propriedades do solo podem e devem sofrer alteraçãoes
com o passar do tempo. Se for
necessária a adição de um sal ao solo, por exemplo, com o passar do tempo
esse sal irá se decompor. Da mesma forma, acredito que a incidência de um
raio altera as propriedades do solo na vizinhança das hastes de aterramento.
A passagem da corrente elétrica e o aquecimento produzido já são suficientes
para produzir uma alteração nas propriedades químicas do solo, e portanto na
resistência do aterramento. Se essa alteração é importante ou não, eu não
saberia te dizer. Acredito que em alguns casos sim, a incidência de um raio
deve alterar bastante as propriedades químicas do solo. Fiz uma busca no google usando palavras chave como "lightning", "grounding"
"soil properties",
"maintenance" e etc. Encontrei várias
páginas de empresas e de instituições acadêmicas falando sobre raios, pára
-raios e etc. Mas infelizmente não
encontrei nenhum texto que falava especificamente dos efeitos pós -raio. Mas
desconfio que com mais dedicação de tempo e paciência pode -se encontrar
informações sobre esse problema em um site confiável na internet. Até mais e
boa sorte. |
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47 - Pergunta enviada por: Anselmo Felipe |
Data de envio: 02/04/2006 |
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Pergunta: Olá! Meu nome é Anselmo, sou aluno do terceiro ano do
curso de patologia clinica concomitante com o ensino médio no
Rio de Janeiro, e estou fazendo uma pesquisa sobre as aplicações da eletorstática na maquina de Xerox.
Vcs poderiam me responder como ela funciona?
Preciso dessa resposta até terça à noite! Agradeço a atenção! |
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Resposta: Oi Anselmo, na
máquina xerox, a imagem original, que está no papel
a ser copiado, é projetada num cilindro, que fixa essa imagem e depois a
imprime em outra folha de papel, usando o toner.
Nesses processos, a eletrostática é utilizada para fazer com que a imagem se
fixe no cilindro e depois para que o toner se fixe
no papel. O coração
da máquina é um cilindro recoberto com um metal (como o selênio) que tem uma
propriedade interessante: sua condução elétrica muda com a intensidade luminosa. Quando está no
escuro, esse metal é mais isolante do que quando está iluminado. Dessa forma,
podemos arrancar facilmente carga elétricas desse metal, quando ele está
iluminado. Outra parte importante da máquina é o toner,
que é um pó de plástico e pigmento. Esse pó pode ser atraído por objetos
carregados eletricamente, assim como um pente atritado nos cabelos atrai
pedacinhos de papel (experimente fazer isso). Após se fixar onde queremos,
por atração eletrostática, esse pó é derretido, se fixando definitivamente.
Então, a máquina funciona assim: Inicialmente
o cilindro ganha uma cobertura uniforme de cargas elétricas, que aderem em
toda a sua superfície. É projetada uma imagem do original no cilindro, usando
uma luz forte. Onde existem caracteres
no original, haverá sombra e as cargas que foram colocadas inicialmente no
cilindro aí permanecerão. Nas regiões iluminadas as cargas vão embora para o
ar, tornando essas regiões novamente neutras. Forma -se então uma imagem do
original no cilindro, "desenhada" com cargas elétricas. O toner é borrifado sobre esse cilindro, grudando -se na
região carregada eletricamente. O papel em que vai -se imprimir entra em
contato com o cilindro e "se
suja" com o toner, que passa para o papel.
Finalmente o papel é aquecido, fundindo o toner e
fixando -o definitivamente ao papel. Numa impressora " a laser", a
iluminação do cilindro é feita através de um feixe de luz laser. Numa
impressora colorida, o processo acima é repetido para várias "subimagens" que são superpostas com toners de cores diferentes. Até mais. |
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48 - Pergunta enviada por: Jaqueline Botelho |
Data de envio: 23/05/2006 |
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Pergunta: Olá Prof. José Arnaldo Redinz,
meu nome é Jaqueline e sou de Palmas -TO.Sempre tive essa dúvida:Porque o elétron
não "cai" em direção ao núcleo do átomo?Gostaria muito que me
respondesse. Desde já agradeço a
resposta |
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Resposta: a resposta a essa pergunta não é simples. Exige que você
aceite a não validade da física clássica no domínio atômico e sim a validade
da física quântica. Então a resposta é essa: Se eu usar as leis de Newton e
do eletromagnetismo clássico ao problema do elétron orbitando
um núcleo eu concluo que o elétron emite radiação eletromagnética e portanto
perde energia e portanto cai no núcleo. No entanto eu sei que ele não cai,
afinal, se ele caísse não estaríamos aqui escrevendo esse e -mail. Então eu concluo que essa abordagem
"clássica" não vale para esse problema. Daí eu descubro que existe
a mecânica quântica, que é a mecânica das partículas elementares e que está
baseada na equação de Schrodinger. Daí eu aplico a quação de Sch. ao problema do
elétron orbitando um núcleo e vejo que essa equação
prevê estados estacionários estáveis para esse elétron (estados em que o
elétron permanece eternamente orbitando o núcleo).
São os estados orbitais Fnlm(r,theta,phi) cujos quadrados dão a probabilidade de se encontrar
o elétron em um dado ponto do espaço. Aí eu comparo esses resultados
com natureza e vejo que tudo se encaixa perfeitamente. Conclusão: o
interior de um átomo é do domínio da mecânica quântica. Até mais. |
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49 - Pergunta enviada por: Vinícius Gomes |
Data de envio: 30/05/2006 |
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Pergunta: Olá, Eu sou um estudante de engenharia mecânica, gostaria de
saber como encontrar uma força resultante, de diversas massa que estão rotacionando? Qual o ponto que ela vai atuar no
giro? Não sei se posso somar todas as massa e deixar como resultante a
força centrifuga? Desde já eu agradeço. |
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Resposta: Oi Vinícius, a segunda
lei de Newton diz que a somatória das forças em um corpo é igual à aceleração
de seu centro de massa. Um corpo que está realizando um movimento circular
uniforme com velocidade angular (constante) W está acelerado, pois seu vetor
velocidade muda com o tempo. Podemos calcular essa aceleração e deduzir que
ela é radial, aponta para o centro da órbita e tem módulo a=W^2*R,
sendo R o raio da órbita. Se as forças que atuam
no corpo são F1, F2 e F3, por exemplo, então:
F1+F2+F3=FR=m*a (FR é a força resultante, m é a massa)
Note que essa equação acima é vetorial. Ela diz que a soma das forças que
atuam no corpo tem resultante radial apontando para o centro da órbita. Às
vezes passamos o termo da aceleração para o
outro lado da igualdade e ficamos com: FR -m*a=0 e chamamos o termo -m*a de força centrífuga, pois aponta na
direção radial para fora (por causa do sinal de -). Mas note que -m*a não é de fato uma força, pois não é
resultado da interação do corpo que estamos considerando com algum outro corpo.
É apenas um termo de
inércia que foi passado para o outro lado da lei de Newton, que nesse
contexto pode ser escrita assim: FR+Fc=0 (sendo Fc a
"força" centrífuga). Dessa forma podemos dizer que a soma das
forças é nula, como no
caso do equilíbrio em um referencial inercial. Mas note que o referencial
girante não é inercial e portando o corpo não está de fato em equilíbrio,
está acelerado. Essa idéia de força centrífuga dá muita confusão e se eu
fosse você evitaria essa nomenclatura. Chama o termo a de aceleração
centrípeta. Voltando
ao problema, você deve somar todas as forças, atrito, mola, ou qualquer outra
força que esteja atuando no corpo e igualar ao termo m*a com a=W^2*R. Por
exemplo, imagina uma peça de roupa na máquina de lavar que está centrifugando.
Se essa peça estiver colada na parede do cilindro da
máquina, então, a parede vai fazer uma força (normal) na peça, que aponta
para o eixo do cilindro. Essa força é a força centrípeta que deve ser
igualada a m*aceleração centrípeta=m*W^2*R. A força peso da
peça estará se anulando com uma força de atrito estático para cima, entre a
parede do cilindro e a peça. Então é sempre assim, você soma as forças e a
resultante tem que estar, necessariamente, na
direção do raio e apontando para o centro de giro. Essa resultante, em
módulo, é m*W^2*R. Até mais. |
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50 - Pergunta enviada por: Francisco Elias |
Data de envio: 12/06/2006 |
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Pergunta: Gostaria imensamente de aprender o processo físico
-matemático que permite calcular a intensidade
de uma força numa colisão contra um obstáculo rígido ou flexível (carga dinâmica). Exemplos: |
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Resposta: Oi Francisco, |
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51 - Pergunta enviada por: Paula Cury |
Data de envio: 27/06/2006 |
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Pergunta: Precisava de respostas para dois exercícios, que estão me
confundindo demais! 1)
Definir e exemplificar o termo "dualidade" na análise de circuitos. 2)Definir
e exemplificar os termos "ressonância" , "ressonância
paralela" , e "ressonância em série" Obrigada! |
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Resposta: Oi Paula, existem
várias relações de dualidade que podem ser aplicadas a circuitos elétricos.
Eu imagino que você esteja se referindo à dualidade resistência (R) -condutância (G). A relação entre essas
duas grandezas é simplesmente R=1/G, ou seja, enquanto a resistência mede a
dificuldade na circulação da corrente por um dispositivo, a condutância mede a
facilidade dessa circulação. Podemos então aplicar essa "dualidade" em
relações entre resistências equivalentes em circuitos série e paralelo. Em um
circuito com dois resisitores R1 e R2 em série, a
resistência equivalente é : Re=R1+R2. Em um
circuito com dois resisitores R1 e R2 em paralelo,
a resistência equivalente é tal que : 1/Re=1/R1+1/R2.
Portanto, da dualidade entre R e G podemos deduzir as relações duais para
circuitos com condutâncias G1 e G2 em série (1/Ge=1/G1+1/G2)
e em paralelo (Ge=G1+G2). Às vezes é mais vantajoso
trabalharmos com a condutância no lugar da resistência porque em circuitos
paralelos, a relação matemática Ge=G1+G2 é bem mais
simples que a relação Re=R1*R2/(R1+R2). Da mesma
forma, a relação entre a tensão V e a corrente I é V=R*I, ou I=G*V.
Dependendo da situação, o uso de uma relação pode ser mais simples que a
outra. Quanto à ressonância, trata -se de um fenômeno em que um sistema que
possui uma freqüência natural de vibração Wo é
forçado por um agente
externo com uma força que vibra com uma freqüência W igual à Wo. Por exemplo, todo pêndulo simples possui uma
freqüência natural de vibração Wo=sqrt(g/L) sendo g a aceleração da gravidade e L o
comprimento da corda do pêndulo. Isso significa que se você der um peteleco
inicial no pêndulo e deixar ele oscilar por conta própria, ele oscilará
naturalmente com a freqüência Wo. Por outro lado,
eu posso ficar forçando o pêndulo o tempo todo, dando petelecos nele com uma
freqüência W, que eu escolho ao meu bel -prazer. Isso vai fazer com que o
pêndulo oscile com a freqüência W, mesmo contra a sua (do pêndulo)
"vontade". Se você fizer W=Wo,
acontecerá e ressonância, ou seja, você estará mandando o pêndulo oscilar com a
freqüência que ele "gosta" de oscilar. Aí ele vai oscilar
"feliz", com uma maior amplitude de oscilação. Então, na
ressonância, ocorre um pico na amplitude de oscilação do pêndulo. Ele oscila
"feliz". A força externa "casou" com sua freqüência
natural. Existe um filme que passa sempre na televisão, mostrando uma ponte
que oscila até se espatifar. Isso ocorreu porque a ponte possui uma
freqüência natural de oscilação Wo. O vento atua na
ponte como uma força externa, às vezes com uma oscilação de freqüência W,
fazendo a ponte oscilar com baixa amplitude. Mas ocorreu um dia possuem
uma freqüência natural de oscilação da corrente elétrica. Por outro lado,
esses circuitos podem ser forçados por fontes externas de tensão alternada,
como os "geradores de sinal", encontrados em laboratórios de
eletrônica. Se a freqüência da tensão que força o circuito coincidir com a
freqüência natural do circuito, haverá a ressonância. Dependendo do tipo de
circuito, se série, paralelo, ou misto, a corrente poderá ter um máximo ou
mínimo de amplitude nessa ressonância. Mas o fato é que na ressonância sempre
observamos uma mudança brusca na amplitude da corrente no circuito. Até mais. |
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52 - Pergunta enviada por: João Moreira |
Data de envio: 06/07/2006 |
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Pergunta: Boa tarde!! Tenho uma
duvida q me intriga.Sei q o ponto de evaporacao da
água e de 100º C ao nível do mar e à medida q a altiude aumenta essa tempertaura
de ebulição diminui e também q a temperatura de ebulição varia com a
pressão.As nuvens são formadas por evaporação das águas contidas nos
lagos, rios,etc.Como que essa água evapora se a
temperatura ambiente não atinge valores altos como por exemplo 95º
C? Existe também vapor d'água na atmosfera porque a
água fica na forma de vapor? |
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Resposta: Oi João, mesmo
quando você abre um congelador, você vê lá dentro uma "fumacinha". Essa "fumacinha"
é vapor dágua condensado. O fato é que a água
sempre está evaporando, em qualquer temperatura, pois sempre existem
moléculas na água com energia cinética suficiente para "pular" da
água e ir para o ar, virando vapor. Se você já ouviu falar da
"distribuição de velocidades de Maxwell" para um gás ideal, irá
entender melhor o que
estou dizendo. Em um copo de água, a uma dada temperatura, as moléculas de
água possuem uma distribuição de energias: algumas moléculas possuem pouca
energia, outras muita e outras uma energia intermediária. Quando você aumenta
a temperatura, simplesmente aumenta a quantidade de moléculas com energias
altas e a taxa de evaporação aumenta. Evaporar significa "pular"
para fora do volume do líquido, indo para o ar. É algo parecido com o
lançamento de um projétil aqui na terra. Se ele tiver a velocidade de escape,
ou maior, vai conseguir se livrar da terra e viajar para o infinito. Então as
moléculas de água que possuem velocidade
de escape, escapam e vão para o ar. Há então um equilíbrio, em um ambiente
fechado, entre a quantidade de moléculas no ar (o vapor) e a quantidade no
líquido e também no estado sólido, como no caso do
congelador. Na atmosfera existe uma certa quantidade de vapor que está em
equilíbrio com a água no estado líquido dos rios mares e etc. É claro que num
dia mais quente a taxa de evaporação irá aumentar e a quantidade de vapor no
ar também aumentará. Mas o fato é que sempre há vapor porque sempre há
moléculas de água com energia suficiente para escapar do líquido. Até mais. |
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