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Publicação de Desenhos Digitais na WEB. Cesar JR, Kléos Magalhães Lenz Bohnenberger, José Carlos Resumo A WEB, teia mundial de informações, oferece um grande número de serviços à comunidade tecnológica. Especificamente àqueles envolvidos com engenharia através de CAD, a internet é o ambiente ideal para possibilitar o "desenvolvimento colaborativo", técnica a partir da qual diversas partes de um projeto podem ser desenvolvidas simultaneamente por profissionais, tempos e locais distintos, sob os mesmos arquivos-fonte. Projetos, principalmente os civis, os quais concentram um grande número de trabalhos paralelos, são por natureza colaborativos, pois profissionais de diversas áreas interagem no mesmo desenho-fonte e ali desenvolvem seu projeto correlato. Além disso, a comunicação on-line facilita a troca de informações entre projetistas. Tais recursos trazem a internet ao software de CAD. Ao mesmo tempo, plug-ins são especialmente desenvolvidos para a visualização de desenhos CAD num browser de navegação na internet. Esses acessórios levam o CAD à internet. Essas tecnologias são ferramentas poderosas para o projetista. Os desenhos assim gerados podem ser vistos, comentados ou editados em tempo real por vários profissionais, onde quer que eles estejam, o que abre novas fronteiras para as empresas de projetos. Eis algumas possibilidades:
Neste trabalho, discute-se como publicar desenhos elaborados em AutoCAD na Web, suas vantagens, algumas técnicas úteis e uma aplicação no projeto de drenagem urbana. 1. Introdução A World Wide Web, teia mundial de informações, oferece inúmeros benefícios à comunidade tecnológica, especificamente àqueles envolvidos com o desenvolvimento de projetos através de alguma ferramenta CAD, e a internet é o mecanismo ideal para possibilitar a tão esperada "Concurrent Engineering" - engenharia concorrente, aproximando diversas áreas distintas da engenharia através da rede de computadores. Os projetos, em especial os relacionados à construção civil que englobam vários trabalhos paralelos, são desenvolvidos de forma colaborativa, não necessariamente de forma concorrente. Assim, no momento em que profissionais de áreas distintas interagem sobre uma mesma fonte de dados e por intermédio desta desenvolvem um projeto específico sempre buscando trocar informações com a fonte de dados e com os demais projetos correlatos. A engenharia concorrente é uma tecnologia cujo objetivo é unir profissionais que exercem alguma atividade sobre um determinado projeto usando um modelo digital. Se vários profissionais trabalham sobre uma mesma base de informações, o projeto chegará mais rapidamente no mercado, a um custo menor e com menores possibilidades de erros no processo, através de uma intercomunicação maior entre os projetistas e a redução substancial do uso de papéis e de transferência de dados entre disciplinas. Arquitetos e engenheiros trabalham tipicamente com desenhos. No entanto, ainda trabalham com desenhos na forma de papel. Na engenharia concorrente um grande resultado pode ser obtido, desde que tais profissionais passem a usar a mídia digital como objeto de seus trabalhos, sejam eles modelos 3D, desenhos 2D, memoriais ou planilhas. Esses documentos digitais fornecem informações para todas as outras disciplinas correlatas do projeto. Obviamente, se um arquiteto ou engenheiro não dispõe de tempo para se adaptar a nova tecnologia digital, a tecnologia de engenharia concorrente não surtirá efeito. O CAD é a pedra angular da engenharia concorrente moderna, com base na informática. É preciso ver um desenho feito em CAD não como um conjunto de linhas, arcos e círculos, mas como uma base consistente de informações para qualquer outro profissional ligado ao projeto. Aprenda, portanto, a ver objetos concretos na tela do seu computador. O símbolo que representa uma porta é composta de algumas retas e um arco. Passe a enxergar esse símbolo como uma porta, que possui dimensões próprias, cor, material, peso e preço. O AutoCAD dispõe de recursos para a comunicação de dados por meio da Internet, possibilitando a troca de desenhos via rede. Tais recursos trazem a internet para o universo AutoCAD. Ao mesmo tempo, o controlador ActiveX WHIP!, um plug-in desenvolvido e fornecido pela Autodesk para a visualização de desenhos AutoCAD num browser de navegação (como o Netscape Navigator ou o Microsoft Internet Explorer), leva o AutoCAD à internet, possibilitando a navegadores leigos controlarem desenhos na Web. A união dessas duas tecnologias é uma ferramenta poderosa para a gestão de projetos, principalmente em administrações públicas e grandes empresas. Os projetos gerados com essa tecnologia podem ser vistos, comentados ou editados em tempo real por vários projetistas em vários locais, possibilitando avanços significativos na elaboração de projetos colaborativos.
Os desenhos publicados na internet abrem novas fronteiras para as empresas de projetos. Eis algumas possibilidades:
2. A conexão do AutoCAD com a Internet Uma vez conectado à internet, o ambiente de desenho do AutoCAD pode ser expandido além das fronteiras do computador ou de uma rede local. Desenhos podem ser acessados através da Web através de comandos fornecidos diretamente do ambiente do AutoCAD. Este dispõe de recursos para que arquivos sejam abertos ou inseridos de um site na internet. A internet pode ser tratada, nesse caso, como um outro drive disponível na rede local. O intercâmbio entre os protocolos http e ftp e o AutoCAD R14 é feito através de aplicativos desenvolvidos com a tecnologia ObjectARX para o AutoCAD, denominado AutoCAD Internet Utilities. O AutoCAD R14 proporciona ao usuário mais um formato de arquivo, dessa vez um padrão vetorial 2D apropriado para o ambiente Web, simplificando a criação de páginas para exposição de seus desenhos através de browsers. As empresas que mantém presença na Web vão sentir mais de perto as vantagens desse recurso. O AutoCAD R14 cria, porém não abre um arquivo DWF (Drawing Web File). De uma forma geral, um arquivo DWF é como uma plotagem eletrônica, o que facilita sua visualização na internet. Não se trata de um formato de arquivo padrão para intercâmbio de desenhos e sim para publicação desses desenhos. Para isso, a Autodesk oferece um plugin (WHIP! - ) objetivando permitir que um browser qualquer possa ler um arquivo DWF e assim, publicar seus desenhos na Web. Existem três benefícios principais ao se padronizar o uso de DWF para visualização de desenhos AutoCAD na Web:
Um arquivo DWF só é gerado quando deseja-se publicá-lo na internet, uma vez que não há outra finalidade para um arquivo nesse padrão. Uma URL atribuída a uma entidade ou área no desenho através do comando ATTACHURL não precisa ser, necessariamente, um endereço absoluto. É possível atribuir um endereço relativo. Assim, pode-se criar um arquivo DWF que faz um link a outros DWFs para que outros detalhes do projeto sejam vistos isoladamente. Por exemplo, faz-se uma página contendo o mapa de um condomínio, com as divisões dos terrenos e os contornos externos de cada edificação. Links podem ser atribuídos a cada contorno de edificação a fim de invocar os desenhos das plantas baixas dos edifícios.
3. A Publicação de arquivos DWF na Web Um vez criado, o arquivo DWF precisa ser inserido numa página WEB usando códigos HTML (Hypertext Markup Language - formato padrão para a construção e a exibição de textos e imagens numa página WEB). Um código HTML pode ser escrito em qualquer editor de textos compatível com o formato ASCII. Lembre-se, no entanto, de sempre salvar o arquivo no formato texto ASCII. Um desenho AutoCAD é inserido numa página através da inserção de tags, espécies de comandos, diretamente no corpo do texto HTML na página desejada. Existem quatro tags a serem incluídos, os quais são listados no exemplo abaixo. Note que todos os tags são encerrados nos símbolos < e >. <HTML> 4. A manipulação de arquivos DWF através de browsers Uma vez aberto um desenho no seu browser, as seguintes tarefas poderão ser executadas, mediante o controlador ActiveX WHIP!:
Ao gerar o arquivo DWF, as informações das layers e das vistas específicas estarão disponíveis através do WHIP!. Aplica-se este recurso nos casos de desenhos muito grandes, a exemplo da drenagem urbana, onde vistas de detalhes podem ser identificadas, como um perfil de um determinado trecho, detalhes de um poço de visita, dentre outros. 5. Estudo de caso: projeto de drenagem urbana Os desenhos foram extraídos do livro "Drenagem Urbana: Manual de Projeto" (ver bibliografia) e encontram-se disponíveis no seguinte endereço na Web: www.ufv.br/saneamento/ drenaweb. De uma maneira geral a estrutura da página supracitada funciona da seguinte forma:
6. Bibliografia POTTER, Caren D., Should Architects Adopt Concurrent Engineering?, Cadence, Vol. 8, no. 6, pg. 53-57. Ed. Miller Freeman, San Francisco, CA, 1993. VÁRIOS AUTORES. Drenagem Urbana: Manual de Projeto. São Paulo. DAEE/CETESB. 1980. 468 p. MARQUES, B.C.A . & FIGUEREDO, S.V.A . Diagramas para dimensionamento de Bocas de Lobo. Contagem. Edições FUMEC. 1981. 30 p. SUDECAP. Padrões, especificações e normas de medição e pagamento. Volumes I e II. Belo Horizonte, 1984. 600 p. VÁRIOS AUTORES. Drenagem Urbana. Porto Alegre. ABRH/Editora da UFRGS, volume 5 da Coleção de Recursos Hídricos da ABRH. 1995. 428 p. AUTODESK INC. Using AutoCAD 2000 to Generate a DWF File, 1999. www.autodesk.com; AUTODESK INC. Publishing Drawings, 1999. www.autodesk.com; AUTODESK INC. AutoCAD on the Web, 1999. www.autodesk.com; AUTODESK INC. WHIP! And DWF: A Primer, 1997. .
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