GENÉTICA E MELHORAMENTO DE FUNGOS NA
BIOTECNOLOGIA
Autor:
Wagner Luiz Araújo Matricula:
38717
E-mail: eg38717@correio.cpd.ufv.br
A biotecnologia consiste no uso de sistemas celulares para o
desenvolvimento de processos e produtos de interesse econômico ou social. Entre
os sistemas celulares, os fungos são de grande interesse biotecnológico. Talvez
sejam eles, dentre os seres vivos, os que mais têm contribuído com produtos e
processos de importância fundamental para o bem-estar da população. Mas, que
são os fungos e o que eles fazem? É o que será visto a seguir.
1) O que são os
fungos?
Os fungos, também chamados
de bolores, mofos ou cogumelos, estão interferindo constantemente nas nossas
atividades diárias. Eles são tão importantes que hoje constituem um reino à
parte, lado a lado com os reinos vegetal e animal. Fica difícil definir os
fungos tal é a sua diversidade. No entanto, eles possuem algumas
características em comum que os distinguem dos outros seres vivos. Em geral,
eles apresentam filamentos, as chamadas hifas, com paredes rijas, ricas em
quitina, o mesmo material que reveste insetos como besouros; têm
características heterotróficas, isto é, não possuem clorofila e, portanto,
necessitam de material orgânico para viver, sendo sua nutrição feita por
absorção de nutrientes graças à presença de enzimas que são por eles produzidas
e que degradam produtos como, por exemplo, celulose e amido. Por outro lado, os
fungos são eucarióticos, isto é, possuem um núcleo típico no interior de suas
células, comparável ao das plantas e animais. Reproduzem-se por via sexual ou
assexual e assim possuem divisões celulares do tipo mitose e meiose, tendo
sempre como produto final os esporos que são órgãos de reprodução, resistência
e disseminação (figura 1). Na verdade, o reino dos fungos é um dos mais
numerosos. Estima-se que existam pelo menos um milhão e quinhentas mil espécies
de fungos espalhadas pelo mundo. Isso é muito mais do que todas as espécies
vegetais e animais somadas, excluindo-se os insetos. E por incrível que pareça,
apenas cerca de 70.000 espécies de fungos foram até hoje descritas, ou seja,
menos de 5% das possivelmente existentes. Se entre esses cinco por cento de
espécies, já existem muitas de grande importância, como as que entram na
fabricação de alimentos, incluindo bebidas, de ácidos orgânicos, de fármacos e
inúmeros outros produtos, pode-se imaginar o que se espera com a descoberta de
novas espécies com distintas propriedades potencialmente de valor
biotecnológico.

Figura 1-
Estruturas de um fungo vistas através de microscópio ótico. Notam-se filamentos
(hifas) e corpos esféricos que são os esporos vegetativos ou conídios
Em particular no Brasil, que
é o país que possui a maior biodiversidade do mundo, a busca de novas espécies
de fungos deverá produzir resultados extremamente interessantes do ponto de
vista biotecnológico. Mas para o leigo, o que fazem os fungos? Na maioria dos
casos, eles são vistos pela população como prejudiciais, uma imagem que é dada
pelas poucas espécies dentro do reino que causam as micoses do homem e animais
ou as que são responsáveis por doenças em plantas cultivadas.

Figura 2- Colônias de fungo, resultantes de um cruzamento sexual entre
fungos da mesma espécie, porém, com mutações para diferentes cores. Notam-se
colônias rosadas (característica dada por um gene) em contra-posição a colônias
brancas, verdes e amarelas. A proporção de colônias rosadas em relação às
outras é de 1:1 evidenciando uma segregação que comprova as leis mendelianas da
genética.
Outras
pessoas associam os fungos com os bolores ou mofos que invadem paredes úmidas
das residências, artigos de couro ou ainda cobrem os alimentos, como frutas e
grãos armazenados. De uma forma mais favorável, eles podem ser associados à
culinária, como é o caso dos cogumelos de chapéu usados em sopas, pizzas e nos
strogonoffs. Essa é a imagem que o grande público tem sobre os fungos. O que é
esquecido é que eles são também os responsáveis pela produção de antibióticos
como a penicilina, a griseofulvina ou a cefalosporina, de vitaminas como a
riboflavina, de esteróides, de ácido cítrico, usado na fabricação de
refrigerantes, medicamentos, balas e doces, de enzimas tipo celulases,
quitinases, proteases, amilases e muitas outras de valor industrial, de etanol,
usado como combustível nos automóveis, como solvente e desinfetante, ou ainda
nas fermentações alcoólicas, produzindo bebidas como o vinho, a cerveja, o
saquê e os destilados. Eles também entram na panificação, na fabricação e
maturação de queijos como o gorgonzola, o camembert e o roquefort, em alimentos
exóticos orientais, entre muitos outros produtos. Também de grande importância
agrícola e ecológica, são eles que mantêm um equilíbrio, decompondo restos
vegetais, degradando substâncias tóxicas, auxiliando as plantas a crescerem e
se protegerem contra inimigos, como outros microrganismos patogênicos,
insetos-pragas da agricultura ou herbívoros. Enfim, os fungos constituem um
reino que, se extinto, ocasionaria também o desaparecimento da maioria das
espécies atualmente existentes, inclusive a humana, uma vez que sem os fungos
os ciclos biológicos não seriam completados. Não é por acaso que eles são
considerados como de grande importância para a genética e a biotecnologia, como
será visto a seguir.
Os fungos têm contribuído
com enorme soma de conhecimentos para um melhor entendimento dos processos
genéticos. Como se sabe, a genética é a ciência da hereditariedade ou
transmissão de características de pais para filhos ou de ascendentes para
descendentes. Como já mencionado, sendo eucarióticos, além de reproduzirem-se
rapidamente, eles puderam ser usados, com eficiência, na resolução de problemas
genéticos. Foi utilizando fungos filamentosos e leveduras que se descobriu em
1941 que genes produziam enzimas e outras proteínas. Veio a seguir uma
avalanche de conhecimentos derivados do uso de fungos, como sistemas genéticos
que não só confirmaram as regras da ciência da hereditariedade (figura 2), mas
também contribuíram para a consolidação da biotecnologia como um todo. Foi por
meio de técnicas genéticas clássicas, como busca da variabilidade natural,
selecionando-se linhagens mais apropriadas, e pelo uso de mutantes e de
cruzamentos entre linhagens, que se conseguiu realizar o melhoramento genético
de muitos fungos de valor industrial. O exemplo mais típico e de maior sucesso
foi o do melhoramento genético do fungo produtor de penicilina, como será visto
mais adiante. Apesar dessa enorme contribuição, a moderna biotecnologia, com as
novas tecnologias, como a fusão de protoplastos (figura 3) e a tecnologia do
DNA recombinante ou engenharia genética, só foi usada de forma mais rotineira,
em fungos, a partir de meados dos anos 70 e início dos anos 80. Com os
processos de fusão de protoplastos e de transformação genética, foi possível a
manipulação genética dos fungos, permitindo com que novas características de
valor biotecnológico fossem adicionadas a espécies já utilizadas
comercialmente, aumentando assim o seu potencial biotecnológico. Alguns fungos,
principalmente leveduras, que são aqueles que se reproduzem por brotamento,
como Saccharomyces cerevisiae, já vêm
sendo usados desde a Antiguidade na fabricação de produtos alimentícios, como o
pão; outros fungos vêm sendo também empregados na fabricação de produtos de uso
diário, como é o caso do ácido cítrico produzido por Aspergillus niger.

Sabe-se assim
que esses fungos não causam qualquer problema, sendo eles próprios, ou seus
produtos, ingeridos pela espécie humana e outros mamíferos. Desta forma, esses
fungos constituem-se em hospedeiros ideais para albergar genes provenientes de
outros organismos. A produção de hormônios, como a insulina ou o hormônio de
crescimento humano, ou, ainda, a produção de outros tipos de fármacos, como o
interferon, usado contra alguns vírus, pode ser levada a cabo tendo fungos como
hospedeiros de genes responsáveis pela produção dessas substâncias. Em
bactérias, hospedeiros tradicionais de genes clonados, as proteínas não são
modificadas de maneira apropriada, como ocorre em seres eucarióticos, como os fungos.
Além do mais, há um maior conhecimento no uso de fungos em fermentações
industriais devido a sua grande utilização na produção de antibióticos e
etanol. Finalmente, o rendimento em peso por litro do produto desejado é, em
geral, maior, quando fungos são utilizados como hospedeiros de genes clonados.
De tudo isso, pode-se concluir que cada vez mais eles tendem a ocupar um papel
de destaque na biotecnologia. Fica difícil descrever aqui todas as aplicações
biotecnológicas que os fungos apresentam. No entanto, alguns exemplos serão
dados para que o leitor tenha ciência da importância dos fungos em
biotecnologia. No presente artigo, alguns exemplos foram escolhidos pelo seu
valor econômico ou histórico ou por serem derivados de trabalhos realizados no
Brasil.

Figura 4 -
Melhoramento genético para produção de penicilina pelo fungo filamentoso
Penicillium chrysogenum (modificado de Elander R. P. (1967)). Enhanced penicillin Biosynthesis in mutant and recombinant strais of
Penicillium chrysogenum. In Induced mutations and their utilization
(H.Stubbe,Ed.) pp 403-423. Akademic-Verlag, Berlim.
3) Exemplos do uso
biotecnológico de fungos manipulados
geneticamente
Um dos
exemplos mais impressionantes de melhoramento genético, utilizando técnicas de
genética clássica, incluindo seleção e mutação, ocorreu no fungo filamentoso Penicillium chrysogenum. Quando Fleming
relatou, pela primeira vez, em 1929, o grande valor potencial desse fungo
produtor da penicilina no combate a doenças infecciosas causadas por bactérias,
estava longe de imaginar que sua linhagem, que produzia menos de 2mg do
antibiótico por litro de meio de cultivo, teria sua produção melhorada em
milhares de vezes. Por seleção natural, foram obtidas linhagens com produção de
60mg/litro. Graças a técnicas de indução de mutações e seleção de mutantes,
além da melhoria das condições de cultivo, os aumentos foram constantes até
atingir o valor de 7g/litro. Atualmente, estima-se que existam linhagens
industriais de Penicillium capazes de
produzir mais de 50g/litro, ou seja, um aumento de 25.000 vezes em relação à
linhagem original de Fleming (figura 4). Esse exemplo demonstra a importância das
técnicas clássicas no melhoramento genético de microrganismos de valor
industrial. Aliás, foi com a produção de antibióticos que a biotecnologia teve
seu início efetivo na década de 40, adquirindo em seguida a importância que tem
atualmente, quando acrescida das modernas tecnologias, especialmente a do DNA
recombinante. É na indústria de antibióticos que existem outros exemplos
comparáveis ao descrito para a penicilina, tanto utilizando fungos como
bactérias.
Diferentes ácidos orgânicos
são produzidos industrialmente por fungos. Dentre estes fungos, destaca-se o Aspergillus niger, responsável pela
produção de vários compostos úteis, incluindo o ácido cítrico. Exemplos de
melhoramento genético empregando-se técnicas de genética clássica e molecular
nesse fungo têm sido descritos. No Estado de São Paulo, uma linhagem industrial
utilizada para produção de ácido cítrico em cultura de superfície, isto é, em
bandejas contendo meio de cultura líquido com sacarose como fonte de carbono,
foi melhorada no laboratório do Setor de Genética de Microrganismos do
Instituto de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da
Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), em Piracicaba, resultando em um aumento
na produção de até 30% de ácido, em relação à cultura original. Foram
utilizadas técnicas de mutação, seleção e fusão de protoplastos (figura 5).
Quando as linhagens melhoradas foram levadas à indústria, ocorreram aumentos
consideráveis na produção de ácido cítrico. Esse é um dos exemplos brasileiros
que demonstram que os princípios genéticos na biotecnologia, quando
racionalmente aplicados, podem levar, com poucos custos, a ganhos substanciais
na indústria.

Figura 5-
Protoplastos de um fungo. Os protoplastos foram corados, mostrando que eles
possuem vários núcleos (corpos azuis) no seu interior.
O Brasil tem larga
experiência na produção de álcool combustível. O Programa Nacional do Álcool
desencadeado no final dos anos 70, decorrente da crise do petróleo, gerou uma
série de tecnologias próprias, tornando o nosso país líder mundial nesse
sentido. Não poderia deixar de ocorrer, portanto, o desenvolvimento de
processos visando à produção de linhagens melhoradas da levedura Saccharomyces cerevisiae, responsável
pela produção de etanol. Linhagens mais produtivas, com características
desejáveis para produção de etanol e com monitoramento na indústria por
técnicas de marcação molecular, foram desenvolvidas em vários laboratórios,
salientando-se mais uma vez os da ESALQ/USP, em Piracicaba. Por tecnologia do
DNA recombinante, os laboratórios de pesquisa das universidades de Brasília e
da USP desenvolveram em conjunto linhagens de leveduras contendo genes de
amilases capazes de utilizar o amido, por exemplo de mandioca ou batata-doce,
na produção de etanol. Essas leveduras manipuladas geneticamente estão sendo
aperfeiçoadas e poderão desempenhar um importante papel na produção de etanol.
A tecnologia do DNA recombinante tem sido também usada por esses e outros
laboratórios brasileiros e do exterior na clonagem e seqüenciamento de genes de
interesse industrial em fungos.
Um outro exemplo, também
brasileiro, é o do melhoramento via fusão de protoplastos com produção de
híbridos, empregando-se espécies diferentes de leveduras utilizadas na
fabricação do vinho. Por fusão de protoplastos, foi obtido um híbrido entre as
leveduras Saccharomyces cerevisiae e Schizossaccharomyces pombe reunindo
características favoráveis dos dois gêneros de fungos em uma só célula (figura
6). Esta, multiplicada e retrocruzada com a linhagem original de Saccharomyces cerevisiae, resultou em
linhagem capaz de utilizar uvas ácidas, como as que ocorrem em certas safras na
região Sul do país, na produção de vinhos finos, sem necessidade de utilização
de fermentações mistas (duas espécies de leveduras) ou, o que seria pior,
adição de açúcar. Esse trabalho resultou em patente que está em vigor, e a
levedura melhorada desenvolvida na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio
Grande do Sul, já está sendo utilizada com sucesso na produção de vinhos de
alta qualidade.
Assim como os fungos podem
eventualmente causar doenças em plantas e mamíferos, também os insetos podem
ser atacados por certos fungos (figura 7). Se usados convenientemente, eles
podem ser empregados no controle de insetos-pragas de plantas cultivadas ou
mesmo de insetos vetores de doenças. O Brasil, possuindo um clima tropical em
grande parte de seu território e com vastas áreas cultivadas, tem dificuldades
na utilização do controle químico de insetos, que se torna até inviável e
antieconômico em certas condições, além de causar desequilíbrios biológicos e
problemas de intoxicação. A solução é então o uso e aplicação de técnicas na
produção de "inseticidas microbianos" que possam, se não substituir,
pelo menos diminuir o uso de agroquímicos com vantagens econômicas e de
preservação do ambiente. O Brasil talvez seja o país onde as pesquisas e a
utilização em larga escala de fungos entomopatogênicos, isto é, os que atacam
insetos, têm tido maior sucesso. Melhoramento genético clássico,
desenvolvimento de marcadores moleculares, clonagem de genes e outros estudos
têm sido realizados em um esforço conjunto abrangendo diversas instituições.
Assim, vários centros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA),
a ESALQ/USP, a UNICAMP, o Centro de Biotecnologia da UFRGS, a Universidade
Estadual de Londrina, a UCS a UFPernambuco, além de empresas privadas, têm
trabalhado com fungos como o Metarhizium
anisopliae, Beauveria bassiana e Nomuraea rileyi aplicando tecnologias
clássicas e modernas para um melhor conhecimento da biologia e genética desses
fungos e no desenvolvimento de linhagens mais eficientes no controle biológico
de insetos.

Figura 6 -
Células híbridas resultantes de um cruzamento por fusão de protoplastos entre
duas espécies de leveduras. O produto vem sendo empregado com finalidades
enológicas na fabricação de vinhos finos.
Controle
biológico de doenças de plantas e fungos endofíticos Como no caso do controle
biológico de insetos por fungos, existem também exemplos de fungos que atuam
como controladores de doenças de plantas. Novamente o emprego racional dos
mesmos pode prevenir doenças causadas por microrganismos fitopatogênicos. A
utilização desses controladores naturais restringe também a aplicação abusiva
de fungicidas. As técnicas de produção massal desses controladores biológicos,
a otimização dos processos de aplicação e o melhoramento genético dos fungos
empregados, tornando-os mais eficientes, vêm sendo desenvolvidos em
laboratórios do Brasil e exterior. Exemplos de interesse têm sido obtidos em
alguns centros de pesquisa da EMBRAPA no Sul e Sudeste do país. Recentemente
tem sido verificado que fungos e bactérias encontrados internamente em
vegetais, particularmente em suas partes aéreas como folhas e ramos, têm enorme
importância no controle de doenças de plantas e também de insetos. Uma boa
quantidade da população de microrganismos que existe no interior de plantas é
constituída por fungos que são denominados de fungos endofíticos. Eles, além de
controlarem doenças e pragas, podem possuir outras propriedades, como alterar o
metabolismo das plantas, impedindo formação de sementes ou produzindo hormônios
que causam modificações no desenvolvimento dos vegetais. Existem, também, casos
de incremento de produção em plantas, graças à presença desses endofíticos. O
estudo de fungos endofíticos é feito em países de clima temperado; entretanto,
são escassos os trabalhos com plantas tropicais. Devido a isso, vários
laboratórios do Brasil (ESALQ/USP, UNESP, em Botucatu-SP, Universidade Federal
de Goiás, Fiocruz, no Rio de Janeiro, Universidade Federal do Amazonas e
outras) têm isolado e encontrado novas características de valor biotecnológico
em fungos endofíticos. A sua manipulação genética tem sido feita no intuito de
serem clonados genes de interesse, de tal modo que sua reinoculação em plantas
cultivadas poderá levar à introdução nos vegetais de características novas e de
interesse biotecnológico.

Figura 7 -
Fungo entomopatogênico atacando inseto em seu estado larval. Nota-se que uma
das lagartas está completamente recoberta pelo fungo, ao lado de outra sadia,
não atacada.Os fungos que causam doenças em insetos são usados para controlar pragas
da agricultura em um processo de controle biológico.
4) CONCLUSÕES
Os exemplos
citados não esgotam nem de longe o potencial que os fungos apresentam em
biotecnologia. A visão que se pretendeu dar por meio dos exemplos selecionados
foi de que a genética, o melhoramento genético e a biotecnologia em fungos,
embora já tenham produzido resultados realmente assombrosos, como no caso do
melhoramento para produção de antibióticos, ainda têm muito mais a oferecer. É
evidente que, no Brasil, um número maior de micologistas, geneticistas de
fungos e biologistas moleculares tem que existir para conseguir estudar não só
as espécies já conhecidas como também toda a biodiversidade ainda inexplorada
no grande reino dos fungos.
5) bibliografia utilizada
Binsfeld, P. C. (2000)
‘Análise diagnóstica de um produto transgênico’. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, 12: 16-9.
Cornelissen, J. C. e Melchers, L. S. (1993) ‘Strategies for control of
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Lacorte, C. e Mansur, E.
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tumefaciens: avaliação da compatibilidade patógeno-hospedeiro’. ABCTP Notícias, 21:2-7.
Elander R. P. (1967) Enhanced penicillin Biosynthesis in mutant and
recombinant strais of Penicillium chrysogenum. In Induced mutations and their
utilization (H.Stubbe,Ed.) pp 403-423. Akademic-Verlag,
Berlim.