TENÓRIO, Eleuza Gomes, M.S., Universidade Federal de Viçosa, julho de 1996. Comportamento higiênico em abelhas indígenas (Melipona quadrifasciata Lepeletier, 1836 e Tetragonisca angustula Latreille, 1811) e em abelhas africanizadas (Apis mellifera Linnaeus, 1758). Professor Orientador: Dejair Message. Professores Conselheiros: Lúcio A. de Oliveira Campos e Cosme Damião Cruz.
Neste trabalho, confirmou-se a ocorrência do comportamento higiênico em abelhas da subfamília Meliponinae: Melipona quadrifasciafa e Tetragonisca angustula; avaliou-se a resposta destas abelhas e de Apis mellifera (africanizadas) às crias mortas, pelas técnicas de congelamento e perfuração; e descreveu-se o comportamento higiênico das abelhas indígenas, comparando-o com aquele observado nas abelhas africanizadas. A. mellifera não mostrou diferença na remoção, em relação às crias mortas pelas duas técnicas. Nas abelhas indígenas, foi verificada maior rapidez na detecção e na remoção das crias mortas, pela técnica de congelamento, indicando que esta técnica seria a mais adequada para estudos sobre o comportamento higiênico nessas abelhas. Nas africanizadas, o comportamento higiênico envolveu o canibalismo total das crias mortas, na fase de larva em período de alimentação e de larva pós-defecante, o canibalismo parcial, no caso de pupas de olho-branco, e a remoção dos imagos. Nas abelhas indlgenas, as operárias não ingeriram crias mortas, qualquer que fosse sua idade. Houve apenas remoção destas crias, que foram depositadas na lixeira da colônia, sendo posteriormente transportada para o campo. O não canibalismo evitaria que as operárias se contaminassem, caso as crias estivessem infectadas, contribuíndo para o controle de doenças.