Apis mellifera

ABELHAS AFRICANIZADAS

1956 - 1996 # 40 anos de Africanização da Apicultura no Brasil

As abelhas africanizadas são poliíbridos, resultantes dos cruzamentos entre as abelhas africanas Apis mellifera scutellata Lepeletier (1836), anteriormente classificadas como Apis mellifera adansonii Latreille (1804), e as raças européias [ A. m. mellifera Linnaeus (1758), A. m. ligustica Spinola (1806), A. m. carnica Pollmann (1879), A. m. caucasica Gorbachev (1916)], que foram introduzidas na América antes da chegada das africanas em 1956, predominando, nestes poliíbridos, as características morfológicas e comportamentais das africanas.

A abelha africanizada é melhor adaptada ao nosso ambiente do que as européias, desde o início se apresentou como melhor produtora de mel e também são relataivamente resistentes às pragas e doenças. Na década de 1950 o Brasil ocupava o 28° lugar como produtor de mel (com produção em torno de 5 mil toneladas de mel / ano) e em 1995 destacou-se no 5°lugar (com produção em torno de 40 mil toneladas de mel / ano).

DETERMINAÇÃO DE SEXO E CASTA

A determinação do sexo nas abelhas melíferas envolve um único loco com diferentes alelos. Portanto, os indivíduos hemizigotos resultam em machos haplóides; os heterozigotos resultam em fêmeas; e os homozigotos, em machos diplóides.

O mecanismo básico de determinação das castas em A. mellifera é regulado pela quantidade e pela qualidade do alimento larva. Toda larva fêmea com menos de três dias de idade pode se desenvolver em operária, ou rainha, dependendo da alimentação, fornecida pelas abelhas nutrizes. Esta diferenciação em rainha, ou operária, depende dos níveis de hormônio juvenil, durante o período sensitivo, do desenvolvimento larval. A produção deste hormônio está relacionada com a quantidade e com a composição do alimento larval.

Além destas diferenças na quantidade e na qualidade do alimento, oferecido às larvas de rainha e operária, as duas castas das abelhas melíferas também desenvolvem-se em células diferentes. O processo de alimentação das larvas é conhecido como progressivo, em virtude do fato de as abelhas nutrizes depositarem o alimento larval nas células, durante visitas periódicas.

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