SILVA JUNIOR, Juvenal Cordeiro, M.S., Universidade Federal de Viçosa, Dezembro de 1995. Aspectos genéticos da razão sexual do parasitóide Chelonus insularis (Hymenoptera: Braconidae). Professor Orientador: Lucio Antonio de Oliveira Campos. Professores Conselheiros: Sílvia das Graças Pompolo e Ivan Cruz


Chelonus insularis (Hymenoptera: Braconidae) é um parasitóide interno, solitário e arrenótoco, pertencente à subfamília Cheloninae, a qual envolve na sua maioria parasitóides de lagartas de lepidópteros. Este espécie é um dos mais importantes agentes no controle da lagarta-do-cartucho do milho Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). O presente trabalho teve por objetivos principais observar o efeito da endogamia em populações de laboratório de C. insularis; e realizar o primeiro estudo citogenético, nesta espécie, determinando o número e a morfologia dos seus cromossomos.

As duas populações endogâmicas (L1 e L2), utilizadas neste trabalho, foram estabelecidas por meio de posturas da praga parasitadas no campo, ou por meio de fêmeas capturadas no campo, sendo posteriormente mantidas no Laboratório de Criação de Insetos (LACRI) da EMBRAPA-CNPMS, sob condições controladas de temperatura e umidade.

Foram obtidas razões sexuais a partir de: a) cruzamentos entre indivíduos de populações de laboratório; b)cruzamentos entre indivíduos oriundos de posturas de S. frugiperda, coletadas em campo com indivíduos das populações mantidas em laboratório; e c) cruzamentos entre indivíduos obtidos, no campo, a partir de posturas parasitadas de S. frugiperda.

Para determinação do número cromossômico nesta espécie foi utilizada a técnica de secagem ao ar, a partir de prepupas de machos e fêmeas. Foi analisado um total de 35 indivíduos. Em cada lâmina foram observadas pelo menos 10 metáfases.

Os resultados mostraram que em condições endogâmicas C. insularis apresentou razões sexuais baixas (grande quantidade de machos). As análises estatísticas de comparações entre razões sexuais secundárias da prole de animais, provenientes de laboratório e os oriundos de campo, apontaram diferenças significativas. Fatores genéticos (como endogamia e a deriva genética) e fatores ecológicos (como temperatura, fotoperíodo ou até mesmo aspectos nutricionais) podem ter sido responsáveis pelos resultados obtidos.

Além disso, foi realizado o primeiro estudo citogenético nesta espécie, determinando o número e a morfologia dos seus cromossomos. Para isso, foi utilizada a metodologia de secagem ao ar. C. insularis possui um número cromossômico haplóide de sete cromossomos. O emprego de técnicas apuradas, como banda-C, pode fornecer mais subsídios para que seja realizadas uma comparação entre estes cariótipos, relacionando-se estes resultados com a evolução do cariótipo nesta família.


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