AZEVEDO, Gisele Garcia, M.S., Universidade Federal de Viçosa, fevereiro de 1997. Atividade de vôo e determinação do número de ínstares larvais em Partamona helleri (Friese):(Hymenoptera, Apidae, Meliponinae). Professor Orientador: Lucio Antonio de Oliveira Campos. Professores Conselheiros: Sílvia das Graças Pompolo e Norivaldo dos Anjos Silva.


Este trabalho teve por objetivos: caracterizar o padrão da atividade de vôo de P. helleri nas diferentes épocas do ano, determinando quais os fatores climáticos envolvidos neste comportamento, como também caracterizar o desenvolvimento larval de P. helleri no que se refere ao número de ínstares larvais. Para caracterização da atividade de vôo foram feitas contagens do número de abelhas que saíam e entravam em três colônias, durante seis minutos, a cada uma hora. Os fatores ambientais analisados foram temperatura, intensidade luminosa, umidade relativa, precipitação, evaporação e velocidade do vento. O número de ínstares larvais foi determinado a partir da medida da largura máxima da cápsula cefálica de 689 larvas coletadas de três colônias distintas de P. helleri. Utilizou-se o modelo obtido da regra de Dyar para determinação do número real de ínstares. A partir deste modelo foram obtidos a taxa de crescimento (K) e o coeficiente de determinação (R2). Os resultados referentes à atividade de vôo permitiram concluir que: 1) a temperatura foi a principal determinante da sazonalidade observada no padrão da atividade de vôo de P. helleri; 2) a temperatura interna da colônia teve influência indireta na atividade vôo, uma vez que sua manutenção, nos meses frios, foi provavelmente garantida por uma maior coleta de néctar, o que permitiu aumento da atividade metabólica no interior da colônia e, conseqüentemente, aumento da temperatura; e 3) as alterações observadas na atividade de vôo durante as épocas estudadas foram provavelmente devidas ao efeito diferenciado da temperatura nos mecanismos de regulação da temperatura corporal. Temperaturas abaixo de 14°C retardaram o início da atividade, possivelmente por limitarem a aquisição de uma temperatura torácica adequada para o vôo, sendo tal atraso característico dos meses frios. Temperaturas acima de 30°C provavelmente causaram problemas de super-aquecimento, em razão da insuficiente formação de correntes de convecção entre a superfície do corpo e o ar, levando a uma redução da atividade, característica dos meses quentes. No que se refere à determinação do número de ínstares larvais, os resultados obtidos não permitiram concluir quanto à existência de quatro e, ou, cinco ínstares no desenvolvimento larval de P. helleri.

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