Sair de carro em Viçosa deixou de ser uma comodidade e se tornou um transtorno, principalmente para aqueles que utilizam o veículo nos horários de pico (8hs, 14hs e 18hs). Isso porque todos os dias são formadas longas filas na Av. P.H. Rolfs e na Av. Castelo Branco no centro da cidade.
Com 80 mil habitantes, Viçosa não tem estrutura para suportar a frota de 25 mil veículos circulando. Segundo a Secretaria de Trânsito (Setra), a proporção é de um carro para cada três habitantes, números altos que lembram as cidades de porte médio do país. À quantidade de veículos somam-se motocicletas, bicicletas e pedestres, todos juntos deixam o trânsito bem complicado, formam-se engarrafamentos, motivo de várias reclamações.
|
|
A estudante Ana Flávia de Paiva Mendes faz o percurso central no caminho de volta para casa às 18:00hs, ela reclama que diariamente passa 20 minutos parada no trânsito. “A desorganização é geral, além do grande número de carros tem o problema da falta de sinalização e os pedestres que atravessam fora da faixa”, acrescenta.
A situação atual do trânsito também é motivo de reclamação do taxista Pedro Afonso Martins. “Acho precário, os pedestres abusam um pouco, passam muito devagar na faixa e muitas vezes sem olhar para os lados, além disso, as corridas não fluem, já teve dia que perdi 35 minutos parado”.
Como paliativo, para resolver o caos no trânsito, alguns guardas do Setra ficam nos cruzamentos com seus apitos. Numa tentativa de desafogar o tráfego, eles acabam por fazer o papel de semáforos. Porém só isso não resolve, garante o chefe do departamento de operação e fiscalização de trânsito, Marcelo da Silva Castro, assim a preocupação atual é encontrar alternativas para fazer o trânsito fluir melhor.
|