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Lixo
no Brasil
Atualmente,
vivemos num ambiente onde a natureza é profundamente agredida. Toneladas
de matérias-prima, provenientes dos mais diferentes lugares do planeta,
são industrializadas e consumidas gerando rejeitos e resíduos, que são
comumente chamados lixo. Seria isto lixo mesmo? Lixo é basicamente todo
e qualquer material descartado, proveniente das atividades humanas. É
importante lembrar que o lixo gerado pelo homem é apenas uma pequena parte
da montanha gerada todos os dias, composta pelos resíduos de outros setores.
Os diferentes tipos de lixo se classificam de acordo com sua origem:
- dos espaços públicos: como ruas e praças, o chamado 'lixo de varrição',
com folhas, terras, entulhos.
- dos estabelecimentos comerciais: com restos de comida, embalagens, vidros,
latas, papéis.
- das casas: com papéis, embalagens plásticas, vidros, latas, restos de
alimentos, rejeitos.
- das fábricas: com rejeitos sólidos e líquidos. É de composição variada,
que depende dos materiais e processos usados.
- dos hospitais, farmácias e casas de saúde: um tipo especial de lixo,
contendo agulhas, seringas, curativos; o chamado "lixo patogênico", o
que produz inúmeras doenças.
Como se percebe, em todo o lugar sai lixo. E se a este for dado um destino
final inadequado?
Conheça
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O
Que o Brasil Recicla
O Que é Coleta Seletiva de Lixo
O que é reciclavel e o que ainda
não é reciclavel
O Tempo de Degradação dos Materiais
Saiba Que a Coleta Seletiva Viabiliza a
Reciclagem
O
Destino Final de Embalagens
O
Nosso Lixo é um Luxo
Mais
de 50% do que chamamos lixo e que formará os chamados "lixões" é composto
de materiais que podem ser reutilizados ou reciclados. O lixo é caro,
gasta energia, leva tempo para decompor e demanda muito espaço. Mas o
lixo só permanecerá um problema se não dermos a ele um tratamento adequado.
Por mais complexa e sofisticada que seja uma sociedade, ela faz parte
da natureza. É preciso rever os valores que estão norteando o nosso modelo
de desenvolvimento e, antes de se falar em lixo, é preciso reciclar nosso
modo de viver, produzir, consumir e descartar. Qualquer iniciativa neste
sentido deverá absorver, praticar e divulgar os conceitos complementares
de REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO e RECICLAGEM.
REDUZIR
Podemos reduzir significativamente a quantidade de lixo quando se consome
menos de maneira mais eficiente, sempre racionalizando o uso de materiais
e de produtos no nosso dia a dia. A título de exemplo, é possível editar
e revisar documentos na tela do computador, antes de recorrer a cópias
impressas; obter fotocópias em frente e verso; publicar informativos mensais
ou semanais ao invés de produzir diversos memorandos; usar quadros de
avisos para leitura coletiva, em substituição a circulares; omitir envelopes
para correspondências internas; usar mais eficientemente os materiais
de nosso cotidiano, como pilhas, pastas de dentifrício, sapatos, roupas,
etc. Uma observação considerável: os restaurantes que servem “comida a
quilo” estão fazendo o maior sucesso: o mínimo desperdício possível.
REUTILIZAR
O desperdício é uma forma irracional de utilizar os recursos e diversos
produtos podem ser reutilizados antes de serem descartados, podendo ser
usados na função original ou criando novas formas de utilização. Exemplificando:
podemos utilizar os dois lados do papel, confeccionar blocos para rascunhos
com papel escritos ou impressos em apenas um dos lados; reutilizar envelopes
e clipes; reutilizar latas, sacos e embalagens plásticas para vasilhames,
produção de mudas e até mesmo brinquedos; triturar restos de materiais
e entulhos de construção para reutilizá-los em construções simples.
RECICLAR
é o termo usado quando é re-feito, por industrias especializadas, o produto
de origem industrial, artesanal e agrícola, que foi usado e descartado
ao fim de seu ciclo de produção e utilização. A reciclagem vêm sendo mais
usada a partir de 1970, quando se acentuou a preocupação ambiental, em
função do racionamento de matérias-primas. É importante que as empresas
se convençam não ser mais possível desperdiçar e acumular de forma poluente
materiais potencialmente recicláveis.
Como
afirmou Lavoisier (1743-1794), “na natureza nada se perde, nada se cria;
tudo se transforma.”.

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